Promotoria de Moralidade Pública do Ministério Público de Jaraguá do Sul investiga suspeita de enriquecimento ilícito do ex-prefeito de Corupá, Luiz Carlos Tamanini (PMDB), em virtude de possível evolução patrimonial incompatível e por meio de bens registrados em nome de terceiros, também citados na investigação. O promotor responsável pelo caso é Ricardo Viviani. O inquérito civil foi aberto em 2015, mas somente agora perdeu parte do sigilo. A investigação aponta que em 2013, quando ainda era prefeito, Tamanini fez empréstimos a uma empresa da qual era o administrador, mas não sócio, e que pertencia a seus filhos. Em 16 meses, o ex-prefeito teria injetado no negócio mais de R$ 400 mil como pessoa física. Ilberto José Hoch, casado com uma prima de Tamanini, a vereadora Inês Luiza Tamanini, teria emprestado a mesma quantia à empresa, do qual também não é sócio.Ilberto já foi ouvido pelo promotor Ricardo Viviani e o ex-prefeito Luiz Carlos Tamanini deve ser chamado para prestar esclarecimento. O foco do inquérito, que pode ou não se transformar em denúncia, é saber de onde vieram esses recursos e se eles são mesmo compatíveis com a renda dos investigados, para isso, além dos depoimentos, diversos dados deverão ser cruzados, como a declaração de imposto de renda. Alguns documentos e o autor da denúncia continuam sob sigilo. À coluna, o ex-prefeito Tamanini disse estar tranquilo e respeitar o trabalho do MP. Explicou que os R$ 800 mil injetados por ele e por Ilberto serviram para compra de um galpão que hoje está alugado. “É o que me rende uma graninha todos os meses. Não posso parar os negócios porque sou (era) prefeito. Alguém fez a denúncia e agora eu tenho que provar que não fiz nada de errado. Deveria ser o contrário”. Tamanini também afirmou que os bens administrados pela empresa, na sua maioria, são herança que recebeu de seus pais. Ele foi duas vezes vereador e quatro vezes prefeito do município.