Com aumento na reciclagem, cooperativas de catadores recebem mais material, gerando emprego e renda | Foto Eduardo Montecino / OCP News
Com aumento na reciclagem, cooperativas de catadores recebem mais material, gerando emprego e renda | Foto Eduardo Montecino / OCP News

Em 2018, mais de 4 mil toneladas de material reciclável deixaram de ser jogadas fora em Jaraguá do Sul, sendo destinadas às cooperativas de recicladores do município.

O volume de resíduos foi coletado pelo programa Recicla Jaraguá, que atinge hoje o índice de 22% de coleta seletiva.

Em 2017, foram reciclados 2,7 mil toneladas de material reciclável, uma média de 200 toneladas por mês, informa o presidente do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), Ademir Izidoro. Já no ano passado, o volume aumentou para 4,6 mil toneladas, cerca de 380 toneladas por mês.

“No ano passado, lá pelo mês de abril, março, quando começamos a assumir definitivamente a gestão dos resíduos sólidos, era em torno de 7% por mês o índice de reciclagem. Hoje nós chegamos em torno de 22%, 21%, foi um aumento considerável”, destaca o presidente.

O crescimento da coleta seletiva, diz Izidoro, é fruto do trabalho de gestão implementado pelo Samae com a equipe, envolvendo coordenador, engenheira, serviço de fiscalização e veículos para que o trabalho pudesse ser gerido.

“E um acompanhamento muito grande em cima das empresas que prestam o serviço, na verdade é um consórcio entre a Ambiental e a Serrana, e também uma fiscalização bastante firme”, acrescenta.

Contas equilibradas

A melhora nos índices de reciclagem também contribui para diminuir o volume de resíduos que são enviados para o aterro sanitário de Mafra, o que consequentemente diminui o custo para a gestão do serviço.

Segundo o presidente, a coleta de lixo gerava prejuízos à Prefeitura, de cerca de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões. Hoje, ele assegura que as contas entre custos e receita estão equilibradas.

Sobre o valor da economia que a reciclagem representa para o sistema de coleta, o presidente diz que se trata de uma conta complexa, composta por vários fatores.

Um deles é a quantidade de lixo coletada, que varia durante o ano. “Em janeiro, por exemplo, a reciclagem aumenta muito porque muitas pessoas foram para a praia e aí ficou acumulado”, conta Izidoro.

Além disso, com o aumento do material reciclável recolhido, também cresce a necessidade de mais equipes de trabalho, sendo que já houve acréscimo, de cinco para seis equipes atualmente. “E cada equipe custa R$ 600 mil”, complementa o presidente.

Quanto aos custos atuais da gestão dos resíduos sólidos, Izidoro informa que giram em torno de R$ 1,3 milhão, “e a arrecadação é mais ou menos isso também, um mês dá menos, outro mês dá mais”.

Campanhas e coleta seletiva na área rural

Para este ano, a meta do Samae é de atingir um índice de 30% de reciclagem, até dezembro.

Para alcançar o objetivo, haverá forte trabalho de conscientização e ações educativas, como palestras nas escolas e por meio do Proeva (Programa de Educação e Valorização da Água), em empresas e distribuição de material explicativo.

No mês de março começam as campanhas, nas rádios e no cinema, junto com a campanha de revitalização da mata ciliar.

E para fevereiro, o Samae prepara um folder explicativo que será enviado à população junto com a conta de água, informando quais são os materiais que podem ser reciclados e que resíduos não devem ser descartados pela coleta seletiva. “Tem gente que mistura papel higiênico, isso não pode”, comenta o presidente.

Além disso, já a partir deste mês de janeiro, começa a coleta seletiva no bairro Garibaldi.

“O que é muito importante, significa que estamos levando a coleta seletiva para o interior do município, para área rural”, Izidoro destaca. O objetivo é expandir também para os bairros Santa Luzia e Rio da Luz. “Isso é importante para que os rios não recebam esse lixo”, ele pontua.

Novo modelo de coleta

Outra novidade será a coleta de lixo conteinerizada. Nesse novo modelo, os moradores levarão o resíduo sólido até um container, próximo da sua residência. Então a empresa responsável pela coleta irá buscar os resíduos nos containers, que serão mecanizados, com caminhões adaptados.

O presidente informa que o projeto vai começar inicialmente na região dos bairros Czerniewicz, Amizade e Champagnat, e os containers serão dispostos a cada 50 metros ou 100 metros.

“Vamos começar nesse bairro porque é menor, próximo ao Samae, a gente pode ter um acompanhamento melhor. É um bairro mais plano, não tem muitas ruas, então vamos começar esse trabalho ali na parte do Champagnat, por ali”.

A intenção, continua Izidoro, é fazer um projeto que o Samae consiga acompanhar para ver como se desenvolve e então levar para os outros bairros.

 

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