Uma pesquisa da Secretaria de Educação verificou o cenário nutricional dos estudantes da rede municipal. Dos 7.344 alunos pesquisados nas escolas, 4.122 apresentaram Índice de Massa Corporal (IMC) adequado.

Porém, de acordo com a servidora Ionara Laiz Verdin, há um grande número de alunos com sobrepeso e obesidade, correspondendo a 31%.

Nas escolas centrais, 34% dos pesquisados apresentaram excesso de peso, já nas não-centrais, o índice caiu para 31%.

Outros números da pesquisa apontam que quase 12,50%, ou 916 estudantes, têm peso abaixo do normal; 1403, ou 19,10%, foram enquadrados como sobrepeso e 903, ou 12.3%, apresentaram obesidade.

Em comparação com uma escola integral como a Adelino Francener, com a maior parte das refeições feitas na unidade, este percentual se reduz em 26%.

“Isso sugere que a alimentação escolar fornecida pelo município possui um balanço nutricional adequado e contribui para manter a saúde dos escolares”, pondera.

Nos centros de educação infantil os números apresentados são mais próximos do ideal.

Do universo de 3.627 pesquisados, quase 84%, ou 3.040 casos, apresentaram IMC adequado. As crianças enquadradas como de baixo peso correspondem a 3,31% do total pesquisado, ou 120 alunos.

Estudantes com sobrepeso somaram 329 casos, ou 9,09%. Os classificados como obesos foram 138, ou 3,81%.

Os dados foram apresentados recentemente na V Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, promovido pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea).

O excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por mais de 70% das causas de morte no Brasil.

Polpa de biomassa de banana verde e bolo pronto de cacau com biomassa foram introduzidos na alimentação escolar | Foto Divulgação

Das internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Jaraguá do Sul, associadas a questões alimentares, no período de janeiro de 2015 a junho de 2019, 29 estavam ligadas à desnutrição e 63 à obesidade.

Os casos de internações por diabetes, doença também associada com obesidade, têm registrado escalada crescente se comparados os anos de 2015, 2016 e 2017. Foram 35, 45 e 53 os casos, respectivamente.

Em 2018, foram 47 as internações e, em 2019, considerando-se apenas o primeiro semestre, somam-se 39 os casos. Os números são do servidor Luís Fernando Medeiros, do setor de Planejamento da Secretaria de Saúde.

Há um trabalho desenvolvido junto aos Centros de Educação Infantil que orienta os pais, principalmente dos berçários, sobre a introdução adequada de alimentação complementar após o desmame.

Também são promovidas palestras de educação nutricional, quando solicitadas pelo professor.

“Estes trabalhos são realizados para que consigamos melhorar os índices de adequação nutricional, reduzindo a prevalência de sobrepeso e obesidade e, consequentemente, diminuindo os fatores de risco para doenças relacionadas como diabetes mellitus, hipertensão, hipercolesterolemia e outras”, finaliza.

 

Com informações da assessoria de imprensa

 

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