Desde 2014, a Comissão de Resgate da História da População Negra de Jaraguá do Sul trabalha para reunir informações sobre os costumes e a importância desta parcela da população no desenvolvimento do município.

Toda essa história foi transformada em um livro intitulado Memórias do Povoado do Morro da África, que resgata memórias desde a chegada de Emílio Carlos Jourdan à região, em 1876, até a década de 1970.

A obra, que tem 250 páginas, é recheada de entrevistas que revelam detalhes sobre a vida de importantes personalidades negras de Jaraguá do Sul, como o Mestre Manequinha.

Segundo o presidente da comissão, Francisco Alves, nem todos os descendentes dos primeiros negros a chegar na cidade continuam por aqui, por isso, os voluntários que trabalham no projeto, tiveram que ir para outras cidades em busca dessas fontes.

 

 

No dia 9 de setembro, foi realizada a última reunião para acertar os detalhes finais do livro e, agora, a obra está passando pelas correções da editora.

“Nós estamos muito felizes com conclusão deste projeto. Foram praticamente cinco anos desse trabalho e várias famílias entrevistadas. Abordamos a questão religiosa, o trabalho e a vida da população negra aqui. Conseguimos ainda fotos de mais de 50 anos”, comemora Alves.

Em março deste ano, a comissão pediu a ajuda dos jaraguaenses para a contribuição de materiais, por exemplo, fotos antigas, que pudessem fazer parte da obra. “As pessoas contribuíram não só com fotos, mas também com gravações em vídeo”, destaca.

Foto Cláudio Costa/OCP News

Ele ainda menciona que o livro vai servir para pesquisas futuras da população negra local.

Alves enfatiza que o livro é um marco da valorização da população negra. “Lá fora, somos conhecidos pela colonização alemã e italiana, mas 56 negros vieram para cá com Jourdan em 1876 e também são parte da história”, recorda.

Lançamento

Segundo Alves, a intenção é fazer o lançamento oficial da obra em novembro, no mês da Consciência Negra. Os detalhes ainda serão definidos e divulgados.

A princípio, os mil exemplares produzidos serão doados às creches, escolas e repartições públicas que tenham bibliotecas. A comissão, porém, busca por mais apoiadores para que uma quantidade maior de livros seja impressa.

Quem quiser ser um dos patrocinadores, pode entrar em contato com Francisco através do telefone (47) 9 9286-1051, ou com a própria editora responsável pela impressão no telefone (47) 3372-3778.

 

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