A Prefeitura de Jaraguá do Sul iniciou nesta semana mais um levantamento sobre o Aedes aegypti nos bairros do município. As visitas feitas pelos agentes de endemia vão recolher amostragens nos imóveis jaraguaenses.

O objetivo do estudo é ter um panorama da incidência do mosquito, verificando em quais tipos de depósito ele é encontrado com maior frequência e em quais bairros, por exemplo.

De acordo com a supervisora de fiscalização e controle de zoonoses da Secretaria de Saúde, Aline Cristiane Borba, a partir do levantamento serão desenvolvidas estratégias para eliminar os depósitos de proliferação e elaborar ações preventivas para a comunidade.

Atualmente, Jaraguá tem 72 focos de Aedes aegypti. De janeiro para cá, foram 79 casos de dengue suspeitos, sendo que 24 foram confirmados. Dois deles foram contraídos dentro do próprio município.

Durante todo o ano passado, conforme Aline, foram menos de 50 focos e 48 casos suspeitos, com três confirmados para dengue.

A supervisora acredita que o aumento significativo é consequência da falta de cuidados com os depósitos de água.

"Em relação ao levantamento, hoje temos dificuldade de visitar as pessoas devido à Covid-19. É importante os munícipes terem consciência do nosso trabalho e saber que estaremos com todos os equipamentos de proteção necessários e apenas os agentes sem sintomas da doença irão participar", destaca a supervisora.

Segundo Aline, o bairro Baependi está infestado do mosquito Aedes. O Centro lidera o número de focos atual, com o Baependi, Vila Lalau e Água Verde aparecendo em sequência.

Cuidados que precisam ser tomados

A supervisora de fiscalização e controle de zoonoses da Secretaria de Saúde cita algumas ações que precisam ser feitas para eliminar os focos de Aedes aegypti.

Entre os locais que devem ser limpos com regularidades estão: os ralos; calhas obstruídas; bebedouros de animais de estimação; e vasos de plantas.

"Para retirar completamente os ovos do mosquito tem que esfregar com uma esponja", observa.

Garrafas também precisam estar viradas com a boca para baixo, assim como as lixeiras bem tampas, vasos de plantas preenchidos com areia e caixas d'água ou tonéis tampados.

 

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