O ano de 2018, literalmente, será um novo ano para as jaraguaenses Fernanda Maes e Natália Koch, de 26 e 20 anos respectivamente. Com o apoio da Associação Húngara da cidade, a dupla garantiu vaga no programa de intercâmbio do governo húngaro e em janeiro embarca em uma nova aventura, com o intuito de estudar a língua, cultura e história do país de seus antepassados. Tanto Fernanda quanto Natália, já tiveram a experiência de conhecer a Hungria através de um programa do governo de lá. Por duas semanas elas moraram no país, mas desta vez a viagem se estenderá por dez meses. As duas, e outros 13 moradores da América do Sul, conseguiram a Bolsa de Estudos KKM-BBI de Estudos em Língua e Cultura Húngaras 2018, do Ministério de Comércio e Relações Exteriores da Hungria / Instituto Balassi. Para as duas, que agora se preocupam em deixar tudo acertado para o embarque em janeiro, a experiência vai contribuir para conhecer outras culturas, além de melhorar o idioma. "Acho que teremos maior interação porque ficaremos em alojamento estudantil e nele vamos conhecer pessoas que também tem a descendência húngara, mas são de outros países", estima Fernanda. Já Natália acredita que será possível vivenciar a rotina dos húngaros. "Quando ficamos duas semanas, tivemos contato com a cultura, mas acho que mais com a parte turística. Agora, ficando dez meses vamos realmente fazer parte daquela realidade", projeta. As duas ficarão morando em Budapeste. Conforme a diretora social da Associação, Bernardete Panstein, o convênio com entidades da Hungria facilita o acesso aos programas de intercâmbio. "Com isso conseguimos participar da seleção das bolsas oferecidas, claro que conseguem a bolsa os jovens que são atuantes na associação de sua cidade", esclarece. Ela acredita também no retorno para a entidade da experiência que as duas viverão. "O governo de lá também quer que os jovens que ganharam as bolsas deem retorno do que aprenderam lá, então elas já tem projetos do que irão fazer aqui quando voltarem", conta.  Fernanda e Natália explicam que na volta, as duas devem compartilhar as experiências que viveram e também querem contribuir no ensino da língua e música típica da Hungria em Jaraguá do Sul. Elas comentam que a procura pelo curso é alta, já que quem quer conseguir cidadania húngara precisa saber o básico do idioma. Atualmente, a Associação Húngara conta com cerca de 300 associados, porém apenas um quarto deles é atuante.