Por Dyovana Koiwaski Há cerca de duas semanas, moradores e motoristas que transitam pelo bairro Santo Antônio precisam desviar do trajeto habitual ao chegar à esquina da rua José Vicenzi, principal via do bairro, com a João Pedro Vieira. Com as fortes chuvas, a cabeceira da ponte construída no local cedeu e a estrutura precisou ser interditada pela Defesa Civil. Ao longo da rua, muitos moradores abriram estabelecimentos comerciais para se manter, como lojas, agropecuárias e panificadoras. O trânsito impedido, além de prejudicar a própria locomoção, atrapalha as vendas, relatam os moradores. “A morosidade na tomada de ações que consertem a estrutura está nos preocupando. Já ligamos algumas vezes para a Prefeitura cobrando e ficam nos repassando da secretaria de Obras para a Defesa Civil”, conta o comerciante Devanilson Fagundes Leitão.
Problemas de desgaste no asfalto são recorrentes, conforme comunidade | Foto Eduardo Montecino
Problemas de desgaste no asfalto são recorrentes, conforme comunidade | Foto Eduardo Montecino
Proprietária de uma agropecuária, Ivani da Silva Cordeiro destaca que o asfalto no ponto também está cedendo. “Meses atrás, a travessia estava com este mesmo problema e colocaram concreto para arrumar, no entanto, ele já está rachando novamente”, comenta Ivani. Os moradores recordam que no ano passado um motociclista colidiu contra um muro após passar pelo buraco e se desequilibrar, sendo arremessado metros adiante. “Queremos que seja identificado o verdadeiro problema da estrutura e que a solução seja realmente eficaz, para que o trânsito seja liberado e que episódios como este não se repitam”, observa o comerciante. Recuperação só poderá ser feita com tempo bom Após a Defesa Civil de Jaraguá do Sul interditar a ponte no bairro Santo Antônio, a secretaria de Obras, conforme o diretor do setor, Ivan Wolter, começou a estudar a recuperação da estrutura. “Para o responsável fazer essa inspeção e verificar todas as informações técnicas, é necessário que o nível do ribeirão esteja mais baixo e, com as frequentes chuvas, ele continua alto”, ressalta Wolter. O diretor salienta que a medida de interdição é fundamental para garantir a segurança da população, pois o recalque da cabeceira está cedendo e influenciando, inclusive, a deterioração do asfalto. Wolter não estabeleceu prazos para a liberação da travessia, nem para as obras de reparo.