Robôs e projetos criados para solucionar situações reais identificadas nas cidades estão sendo apresentados em Jaraguá do Sul neste sábado (8) por estudantes de escolas públicas e particulares.

A abertura do evento ocorreu às 10h nesta sexta-feira (7), e as atividades prosseguem até às 17h do sábado. Voltada para estudantes de 9 a 16 anos, a competição é aberta à comunidade, com acesso gratuito durante os dois dias do evento.

No torneio, os jovens participam da etapa regional do torneio de robótica da First Lego League (FLL), que ocorrerá nas dependências do Senai e Sesi de Jaraguá.

Para o diretor de educação do Sesi/SC, Claudemir José Bonatto, o FLL é uma oportunidade importante para apresentar às empresas e comunidade como se dá a formação dos novos profissionais para um cenário de alta conectividade, automatizado e cada vez mais virtual.

"Este novo mercado envolverá cada vez mais os sistemas de comunicação nas fábricas, nas casas e em todos os ambientes, sustentado pelos novos perfis de profissionais. Esta iniciativa demonstra os esforços da indústria, do Sesi e do Senai, para que os jovens sejam preparados para estes novos desafios", assinala.

O evento reúne 39 equipes de escolas públicas, privadas e da rede Sesi Senai, representando 23 municípios.

Durante o evento, crianças de 7 a 10 anos e jovens de 11 a 15 anos poderão participar gratuitamente de oficinas de robótica e de tecnologia e inovação, e workshops estarão disponíveis para o público em geral.

Célio Bayer, vice-presidente da Fiesc no Vale do Itapocu, destaca o envolvimento de escolas públicas e privadas, ao lado do Sesi e Senai, para que se tenha um ambiente de conhecimento coletivo sobre temas que vão exigir cada vez mais da sociedade.

Para professores e estudantes, o evento é uma grande oportunidade. “Estes times foram formados com alunos das 20 escolas que hoje desenvolvem o ensino de robótica”, explicou o coordenador desta área na Secretaria Municipal de Educação, professor Juliano Cristofolini. Segundo ele, o município participa do torneio com quatro equipes.

A aluna do 9º ano do Colégio Amizade Karol Nilza de Souza era só ansiedade já que é a primeira vez que participa de um evento como o FLL. “Tomara que dê tudo certo. A gente trabalhou muito neste projeto”, disse.

A iniciativa da equipe dela foi desenvolver um sistema que auxilie cadeirantes com alguma necessidade de locomoção. “É um sistema que permite que outras pessoas percebam quando o deficiente está com dificuldades”.

Já a equipe de João Henrique de Souza, que representa a escola Jonas Alves, desenvolveu um “bueiro inteligente”. “Trata-se de um sistema no qual o próprio bueiro identifica e armazena objetos estranhos que caem no sistema de drenagem, impedindo entupimentos e prevenindo assim, enchentes.

Os melhores times desta etapa garantem vaga na disputa nacional, que será realizada em São Paulo de 6 a 8 de março.

 

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