Engana-se quem pensa que terapias alternativas são exclusividade de clínicas e profissionais particulares.

Foi criada em 2006, pelo Ministério da Saúde, a PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), que tem como objetivo a utilização de conhecimentos tradicionais na prevenção de diversas doenças, assim como para servir de complemento a tratamentos de saúde.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que cerca de 5 milhões de pessoas participem das práticas no SUS todos os anos. Atualmente, são 29 procedimentos disponibilizados na rede.

Em Jaraguá do Sul, a implantação das práticas chamadas integrativas e complementares iniciou em 2015, com a inauguração das academias de saúde e a disponibilização de musicoterapia.

Em 2017, o município criou uma comissão para implantação das PICs na rede de saúde e, neste momento, conta a gerente de Programas de Saúde, Joyce Ribeiro Bueno, viu-se a necessidade de ampliação das opções terapêuticas ofertadas.

 

 

Atualmente, explica Joyce, a auriculoterapia acontece nas unidades básicas de saúde e no Centro de Atendimentos Especiais, porém, é direcionada, neste momento, para os grupos de tabagismo, aos pacientes que fazem fisioterapia por conta de dores lombares crônicas e também para os pacientes de oncologia que são encaminhados pelo hospital.

A auriculoterapia estimula mecanicamente pontos específicos do ouvido com o objetivo de amenizar e tratar dores físicas e psíquicas. Além disso, a alteração dos pontos pode auxiliar no diagnóstico de doenças.

Outra terapia aplicada na rede municipal de saúde é o Lian Gong, que é uma ginástica terapêutica chinesa criada para tratar e prevenir dores em tendões, músculos e articulações.

O Lian Gong é realizado em grupos no CAIC, no CEU da Vila Lenzi e na academia apoiadora do bairro Tifa Martins.

O horto na prefeitura terá, em princípio, 16 espécies de planta, conta Joyce Ribeiro Bueno | Foto Eduardo Montecino/OCP News

A fitoterapia não foi deixada de lado. A gerente explica que neste ano iniciou a implantação do estudo e utilização das plantas medicinais como complemento aos tratamentos médicos.

A farmacêutica Katrin Grützmacher está coordenando as ações de implementação que vão desde a capacitação inicial dos agentes comunitários até a construção de um horto na prefeitura, onde serão plantadas 16 espécies distintas que possuem ação fitoterápica, como camomila, capim limão, melissa, guaco, arnica, boldo, entre outras.

A farmacêutica destaca que a intenção é trabalhar como complemento ao tratamento tradicional, auxiliando na melhora da qualidade de vida dos pacientes.

“A fitoterapia vai trabalhar como coadjuvante, servindo como um complemento aos tratamentos médicos tradicionais pelos quais os pacientes já são submetidos”, salienta.

Katrin destaca que entre as vantagens da fitoterapia está a facilidade de acesso às plantas que, em muitos casos, são cultivadas no próprio quintal de casa.

“A fitoterapia melhora a eficácia do tratamento porque existem algumas situações que o remédio não tem uma resposta tão boa, então podemos complementar com terapias alternativas”, ressalta.

Reiki passará a ser ofertado em maio

Em maio a rede pública de saúde de Jaraguá do Sul terá mais uma novidade: o reiki, terapia japonesa que atua na revitalização e alívio de dores crônicas, ansiedade e insônia.

O reiki faz parte de um conjunto de terapias bioenergéticas que trabalham técnicas de exercícios e respiração.

Neste primeiro momento, a terapia será ofertada na unidade de saúde do bairro João Pessoa, como projeto piloto, duas vezes por semana.

 

 

A gerente de Programas de Saúde, Joyce Ribeiro Bueno, destaca a importância de disponibilizar terapias alternativas aos pacientes e afirma que a intenção é ampliar as opções.

“Nós conseguimos ver o resultado na população, com os benefícios que essas práticas trazem para eles.

 

É sempre muito positivo a Saúde ofertar algo que seja uma terapia a mais para as pessoas. Essas terapias reduzem o uso de medicamento. Trazem inúmeros benefícios para a população em um curto período”, enfatiza.

Embora não consiga quantificar a procura pelos tratamentos, Joyce ressalta que os grupos têm registrado, em média, de 30 a 40 participantes.

“É um número razoável que vem aumentando gradativamente. Quanto maior a nossa oferta, nós percebemos que existe demanda, que as pessoas procuram saber o que é, como funciona e querem participar”, diz.

Para participar dos grupos e das terapias, Joyce explica que é necessário entrar em contato com as unidades que ofertam os serviços e demonstrar interesse.

Para participar dos grupos de reiki, que iniciam em maio, basta ir até a unidade de saúde do João Pessoa e fazer a inscrição.

 

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