A Polícia Militar de Jaraguá do Sul continua impossibilitada de apreender veículos irregulares no município. O contrato com a empresa responsável por guinchar e abrigar veículos, a GTruck, venceu em setembro de 2014, de acordo com a Diretoria de Trânsito, e não há prazo para nova licitação do serviço. O impasse, alega o diretor de Trânsito, Rogério Kumlehn, continua porque não houve renovação do Convênio de Trânsito. O contrato mediado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública reverte 50% das multas recolhidas a um fundo municipal. “O convênio foi prorrogado até 30 de junho, venho trabalhando para uma renovação desde 2013. Com prorrogações eu não consigo licitar uma empresa para tocar o pátio” relata. O primeiro sargento do setor de Comunicação Social do 14º Batalhão, Luiz Wiltner, afirma que o trabalho dos policiais tem sido dificultado pela falta do serviço. Irregularidades previstas no Código de Trânsito acabam passando porque a remoção não pode ser feita, o que afeta também o trabalho preventivo. A secretaria de Estado não se pronunciou sobre a renovação do convênio. Enquanto isso, a Prefeitura tem mantido o terreno que abriga mais de 700 veículos apreendidos que não foram retirados pelos proprietários. Com o fim do contrato, a empresa que gerenciava o local alegou prejuízo de R$ 11 milhões com diárias. Kumlehn afirma que o cálculo é absurdo, mas os carros e motos serão leiloados para fazer o ressarcimento. Ainda não há data para a venda, já que o departamento precisa fazer o cadastramento da documentação de todos os automóveis.