Os investimentos em sustentabilidade realizados no Centro Cultural da Scar começam a trazer resultados efetivos para a manutenção da estrutura e do orçamento da entidade. Um mês após a inauguração do sistema de energia fotovoltaica, mais de um terço da energia consumida pelo centro é gerada pelos painéis solares. Durante o período, foram produzidos 4.721 kwh de energia, número avaliado pela entidade como extremamente positivo em uma época de baixa incidência de sol. Até agora, o sistema de geração de energia solar da Scar evitou a emissão de mais de 2,5 mil toneladas de CO² na atmosfera, o que, em outras palavras, representa a preservação de 37 árvores. “Por se tratar de um sistema limpo, os benefícios vão além do financeiro e contemplam também a preservação do ambiente em que estamos”, explica a gerente executiva, Edilma Lemanhê. Em épocas de maior incidência de sol, os 480 módulos fotovoltaicos – fabricados pela empresa WEG – serão capazes de gerar até 14 mil khw por mês, o suficiente para suprir 100% da necessidade do Centro Cultural. Entretanto, como a geração varia muito de mês para mês, a entidade trabalha com uma estimativa de geração de 75% da demanda, o que representaria uma média de 10,5 mil khw por mês. Inicialmente, o projeto previa a instalação de 576 módulos fotovoltaicos, porém, uma readequação possibilitou a instalação de 480 módulos com maior potência, mantendo a geração de energia prevista. “Nos dias em que a geração fica acima da necessidade, o excedente retorna para a rede elétrica e nós ganhamos essa quantia em crédito”, destaca Edilma. Além das placas, o sistema inclui seis inversores, ocupando uma área de 920 metros quadrados no telhado do prédio da entidade. Dentre os fatores que colaboram para a alta geração de energia na localidade está o formato do telhado, que possui uma leve inclinação e a localização do prédio, que é cercado por uma área livre sem sombreamento. De acordo com o presidente da Scar, Udo Wagner, o cumprimento do cronograma da obra surpreendeu a entidade e desde a inauguração o sistema funciona sem contratempos. Ele explica que a vida útil das placas é de 25 anos, mas o chamado payback (tempo de retorno dos investimento) é de apenas oito anos. O projeto recebeu R$ 900 mil em investimentos, sendo que o valor foi custeado pela iniciativa privada “O sistema também agrega valor ao prédio e com isso esperamos abrir um novo mercado, trazendo para a cidade eventos ligados a esta temática”, comenta Wagner. Para isso, a Scar também está investindo em educação: antes de cada espetáculo, a entidade exibe um filme mostrando as etapas da instalação do sistema, para desmistificar o tema e levar a informação aos espectadores. Futuramente, a ideia é facilitar o acesso ao telhado para que estudantes e visitantes possam conhecer de perto as instalações.  Economia na conta de água chega a 92% Além do projeto para geração de energia, a entidade investiu em um sistema de captação da água da chuva. Adotado há dois meses, o sistema possibilitou uma economia de 92,5% na conta de água da entidade, que passou de uma média de R$ 800 para R$ 60 no mês de junho. O investimento no projeto foi de R$ 30 mil. “A água da chuva é utilizada para a limpeza da estrutura, descargas dos sanitários e pias. O único custo agora é com a água potável”, diz Edilma. O prédio conta com uma cisterna de 20 mil litros e uma caixa da água com capacidade para 50 mil litros. Ainda este ano, a Scar pretende implantar um sistema de coleta seletiva organizada, que deve contemplar novas lixeiras, coleta especializada e, no futuro, palestras educativas com os alunos. “A cultura de preservação do meio ambiente está diretamente ligada com a cultura artística que nós produzimos aqui. Com estas ações, queremos conscientizar toda a população, mostrar o quanto isso é importante para o desenvolvimento da região”, salienta Edilma.