Artigo escrito por Pauline Menegotti Horn

Vice-presidente de Inovação e Empreendedorismo da Acijs e presidente do Grupo Menegotti

 

Muitos momentos da história foram pontuados por atitudes de ousadia na busca de soluções para várias das necessidades do ser humano.

Nessa perspectiva, a inovação gera valor a qualquer ambiente na melhoria de produtos, processos e serviços no âmbito público ou privado.

Se trouxermos essa reflexão para a nossa realidade, é perceptível que o senso de inovação acompanha muitas de nossas empresas desde os seus primeiros anos. Há vários exemplos de empresas em nossa cidade e região, que trazem essa marca como organizações longevas que se mantêm inovadoras porque entendem que esse é um movimento contínuo até mesmo para a perenidade dos negócios.

Associo ao argumento a experiência da Menegotti, empresa familiar que em pouco mais de 80 anos se consolidou nos mercados onde atua, em segmentos onde poderia alguém imaginar não haver espaço para a inovação, como é o caso de um produto, específico, a betoneira tradicionalmente usada na construção civil.

Há 3 anos, quando estruturamos um programa de inovação, foi possível avançar com um plano de ação discutido e aplicado por diretoria e colaboradores. Como resultado, inovamos não só este item do portfólio como desenvolvemos outras soluções, ampliando a presença da marca no mercado e fortalecendo nossos valores com a meta de sermos líderes no canteiro de obras no século 21.

Ou seja, hoje com 82 anos, a Menegotti mantém firme o foco de continuar sendo referência daqui a outros 80 anos, na virada do século. Na mesma linha, mais recentemente, implementamos em parceria com instituição de ensino da região, o “MenLab”, que integra estudantes e professores da UniSociesc trabalhando ao lado dos profissionais do Grupo Menegotti em desafios reais, com foco em inovação e novas tecnologias.

É um exemplo claro do quanto a inovação aberta, que a iniciativa privada, o poder público e o meio acadêmico, a chamada tríplice hélice, pode gerar em ganhos para ter uma economia ainda mais forte, com empresas de maior competitividade e muito mais inseridas em um contexto social.

Em um país como o Brasil, que embora seja a 11ª economia do mundo, ocupamos a 57ª posição no Índice Global de Inovação em ranking que avalia 132 países, investindo em média apenas 1% do PIB em inovação em contraste com nações que aplicam quase 5% em atividades de pesquisa e desenvolvimento, há um longo caminho a percorrer.

Iniciativas como o Novale Hub e de movimentos como o Pacto Regional de Desenvolvimento e Inovação, e de outras instituições integradas ao ecossistema de inovação, mostram efetividade na construção de um ambiente favorável e devem cada vez mais estar no radar em apoio e estímulo.

A Acijs historicamente tem pautado a atuação do setor produtivo que representa nesta direção, sendo uma interlocutora ativa não só nas ações de protagonismo como especialmente no fomento de ideias para alavancar investimentos. Resultados desta mobilização coletiva, entre outros, foi a articulação pela aprovação do Sandbox Regulatório, de forma inédita, e na inclusão de Jaraguá entre os primeiros municípios a receberem a tecnologia 5G, fazendo parte do plano nacional definido pelo governo federal e pela Anatel.

Oportuno lembrar que no dia 11 de julho, em parceria com a Fiesc e Novale, a Acijs realizará o Encontro Empresarial com o tema “Infraestrutura para Cidades Inteligentes - Mobilidade elétrica e as oportunidades de novos negócios”. O evento é gratuito e vai ocorrer no Centro Empresarial, às 19h. Será certamente mais uma oportunidade para enfatizarmos a importância do assunto e sua relação com os projetos em andamento na nossa comunidade, uma agenda que empreendedores e lideranças da região não podem perder.