A Polícia Civil prendeu um homem de 50 anos por estupro de vulnerável na manhã desta quinta-feira (29), no bairro Tifa Martins em Jaraguá do Sul. De acordo com a delegada titular da delegacia especializada, Milena de Fátima Rosa, o padrasto abusava do enteado de apenas oito anos. A mãe da vítima procurou Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCMI) na terça-feira (27), após a criança contar os abusos que sofria.
“A mãe gravou a criança contando os abusos sexuais praticados pelo padrasto. Uma investigação foi aberta de forma urgente em razão do abusador residir com a vítima e ele ter sido indiciado pelo mesmo crime em Joinville. A psicóloga atendeu a criança e ela passou por exame pericial no Instituto Médico Legal. Por entendermos a gravidade do caso e o risco de fuga, pedimos a prisão preventiva do padrasto. O pedido foi deferido pela 2ª Vara Criminal na quarta-feira (28) e o mandado foi cumprido na manhã de quinta”, explica a delegada, ao ressaltar que o acusado está no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.
Milena conta que a mãe percebeu que havia marcas de sangue nas roupas íntimas da criança. Ela ressalta que há sinais que podem indicar a existência de abuso. “Dependendo do caso, a criança tem perda de apetite, passa a ter uma mudança de comportamento brusca. Ela pode perder o sono, ter medo de dormir à noite e fazer xixi na cama. A criança também pode ter mudança no comportamento e no rendimento escolar. Em casos mais graves, a criança ou adolescente se automutila, secreções que não são compatíveis com a idade dela e, como nesse caso, sujeira de sangue nas roupas íntimas ou sangue com fezes”, descreve.
A delegada pede atenção dos pais para o que está acontecendo dentro do ambiente doméstico, pois a maior parte dos abusos é cometida por parentes, vizinhos e amigos dos pais da vítima. Milena ressalta que é importante que o pai e, principalmente, a mãe, pelo fato de os abusos de menores de 14 anos serem cometidos em sua maior parte por homens, abram o diálogo com os filhos. “Acabe com o tabu e deixe esse assunto aberto em casa. É importante dizer para a criança que ela não deve ser tocada, que há toques que não podem ser feitos na criança”, afirma.