Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é símbolo da luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito

A data deve servir de alerta e de fonte para a conscientização contra o preconceito. De acordo com a Supervisora do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) Centro, Karoline Grams e com a supervisora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Nova Brasília, Daniele Giovanella Silveira, o Brasil é o país que mais mata pessoas por lgbtfobia e esse é um problema social grave.

Ser LGBTQIA+ (Lésbica, Gay, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Poli, Não-binárias e mais) hoje no Brasil, segundo as supervisoras, é ter que conviver com uma série de violências como: ódio, preconceito, desinformação e condutas violentas. É importante saber que transfobia e homofobia são consideradas crimes.

Não apenas ações violentas como agressão física e assassinato estão enquadradas como crime. Caso seja identificada calúnia, difamação, assédio verbal, moral ou discriminação em qualquer tipo de ambiente, motivado por ódio ou preconceito pela identidade de gênero ou orientação sexual, também são entendidos como violação de direitos.

“É uma data simbólica para que as pessoas se mobilizem com o intuito de falar sobre preconceito, discriminação e sobre o respeito à diversidade sexual, combatendo a opressão e a violência”, explicam as supervisoras.

O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) está engajado nos direitos sociais da população LGBTQIA+, garantindo proteção, acesso a serviços e benefícios por meio da Assistência Social.

“Os trabalhadores do SUAS são capacitados e estão disponíveis para atender as populações que historicamente foram alocadas em espaços sociais segregados, seja por questões relacionadas à renda, orientação sexual, identidade de gênero, cor/raça ou etnicidade, entre outros marcadores que delegam uma enorme parcela da população brasileira à vivência de situações de violência, violações, preconceito e estigmas”, explicam.

Casos de Lgbtfobia podem ser denunciados, segundo a gerente de Proteção Social Básica, Bruna Nagel Pauli e a gerente de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Marinez Borck Larroza, pelo disque 100; 0800 6420156 ou, ainda, pelo fones dos equipamentos da Secretaria de Assistência Social de Habitação, nos Cras e Creas (abaixo). Os Cras e Creas estão disponíveis para atendimentos desta natureza tanto por telefone quanto presencialmente.

“Por tratar-se de crime de preconceito, sempre há equipes disponíveis”, esclarecem.

CONTATOS DOS CRAS E DOS CREAS

Cras Ilha da Figueira
Território: Águas Claras, Boa Vista, Centenário, Ilha da Figueira, Vila Nova;
Telefones: 3372-1470 e 3273-819;
Rua Padre Donato Wiemes, 202, bairro Ilha da Figueira.

Cras João Pessoa
Território: João Pessoa, Santa Luzia, Vieira, Vila Lalau;
Telefones: 3376-4591 e 3371-5953;
Rua Gilberto de Paula Pimentel, 379, bairro João Pessoa.

Cras Centro
Território: Água Verde, Barra do Rio Molha, Centro, Czerniewicz, Nova Brasília, Rau, Rio Cerro I, Rio Cerro II, Rio Molha, Três Rios do Sul, Vila Baependi;
Telefones: 3274-5100 e 3274-5105;
Rua Exp. Cabo Harry Hadlich, 501, Centro.

Cras Ribeirão Cavalo
Território: Braço do Ribeirão Cavalo, Estrada Nova, Nereu Ramos, Ribeirão Cavalo, Tifa Monos;
Telefones: 3376-1183 e 3273-7818;
Rua Belarmino Garcia, s/n, bairro Ribeirão Cavalo.

Cras Jaraguá 84
Território: Barra do Rio Cerro, Garibaldi, Jaraguá 84, Jaraguá 99, Parque Malwee, Rio da Luz;
Telefone: 3371-0367 e 3273-8195;
Rua Alvino Flor da Silva, 678, bairro Jaraguá 84.

Cras Vila Lenzi
Território: Chico de Paulo, Jaraguá Esquerdo, São Luís, Tifa Martis, Vila Lenzi;
Telefone: 3275-8700;
Rua Adão Noroschny, 500 (Dentro do CEU), bairro Vila Lenzi.

Cras Santo Antônio
Território: Amizade, Santo Antônio, Três Rios do Norte;
Telefone: 3371-5706 e 3273-7159;
Rua José Vicenzi, 563, bairro Santo Antônio.

Creas Nova Brasília
Atende provisoriamente no Centro de Convivência
Fones: 3275-2343 e 3370-9762.

Creas Baependi
Rua: Bertha L. Kassner, 112, Baependi;
Fones: 3371-0695 e 3371-2406.

 

Fonte: Prefeitura de Jaraguá do Sul, com colaboração de Karoline Grams, supervisora do Centro de Referência e Assistência Social (Cras - Centro) e de Daniele Giovanella Silveira, supervisora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas - Nova Brasília).