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Levando em conta que a memória arquitetônica ajuda a contar a história, possui grande valor cultural e evidencia a beleza de um lugar, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços e Turismo de Jaraguá do Sul está formatando o Guia de Atrativos Religiosos. O material deverá estar concluído até abril desse ano, apresentando aproximadamente 30 edificações da cidade. Muitas delas já integram rotas turísticas, como as pertencentes ao bairro Rio da Luz, área considerada patrimônio histórico nacional. O objetivo é atrair visitantes a outros templos religiosos locais, a exemplo do que acontece na Chiesetta Alpina, no Morro Boa Vista, e na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Nereu Ramos.
Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Nereu Ramos: belo templo que ganhou mais imponência ainda por ter ao lado o túmulo do padre Aloísio | Foto Eduardo Montecino/OCP
Para elaboração do material, foi criado um grupo de trabalho que vem se reunindo uma vez por mês. Segundo o diretor de Turismo, Marcelo Nasato, a ideia leva em conta esse movimento em torno da beatificação do padre Aloísio Boeing, que é muito forte e atrai grande público a Jaraguá do Sul, além Chiesetta Alpina, que se tornou uma espécie de cartão-postal.
“A gente, vendo isso, passou a discutir formas para que essas pessoas permaneçam mais tempo. Não venham somente para a celebração da missa do dia 17 do padre Aloísio e talvez subam até a Chiesetta e já vão embora, mas visitem outros locais”, revela. Assim, o grupo fez um levantamento e passou a discutir a elaboração do guia.
Quem costuma apreciar os templos religiosos, seja pela riqueza de detalhes ou até mesmo pela imponência de muitas dessas construções, tem em Jaraguá do Sul “um prato cheio”. O guia vai mostrar imagens das edificações, além da localização e poderá ter um mapa. O material deve ser concluído até o fim de março, para em abril dar início à distribuição. Para gerar oportunidade a quem quer conferir a parte interna das igrejas, os horários das celebrações religiosas também serão informados, bem como o ano de construção e algumas características.
Nasato explica que, turisticamente, foram levados em conta os templos mais antigos e cuja arquitetura possui valor histórico e cultural para o município. “Sabemos que existem outras religiões, mas se elas funcionam em salas comerciais ou outros pontos que não sejam esse tipo de estrutura (das igrejas), para visualizar ou fazer uma foto não é nada de diferente. A ideia é mostrar como eram feitas essas arquiteturas lá em 1922, em 1935. Tendo alguma outra religião que tenha como característica uma arquitetura diferenciada, está aberto para ser inserida nesse material”, declara.
O guia vai ser disponibilizado nos locais mais acessados da cidade e também nos pontos. A ideia, ressalta o diretor de Turismo, é que os visitantes circulem mais pela cidade para fazer fotos e conhecer um pouco mais da história. “O guia vai conter informações sucintas, que também vão servir para os jaraguaenses. É uma forma de começarmos a vender a cidade para quem vem de fora, o que a gente faz pouco. Muita gente que mora aqui nunca subiu o Morro Boa Vista, não só por causa da igreja, mas para ver a cidade de outro ângulo. O projeto também tem o objetivo de despertar o interesse da comunidade local, para que ela ajude a divulgar esses espaços”, ressalta.
O material ainda não está concluído, mas um esboço será apresentado na próxima reunião, na próxima quarta-feira, dia 7 de março, para apreciação e discussão.
MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS DE GRANDE EXPRESSÃO 
O chefe de Desenvolvimento Turístico e representante do Turismo Religioso, Giuliano Sávio Berti, destaca que as edificações estão sendo escolhidas levando-se em conta, também, as manifestações religiosas. De acordo com ele, é possível citar pelo menos dois momentos muito fortes em Jaraguá do Sul. “Uma é a via sacra na Sexta-feira Santa no Molha (bairro Rio Molha), que reúne um número imenso de pessoas. A outra é no dia 12 de outubro, que de uns anos para cá tem se intensificado cada vez mais, lá na Igreja Nossa Senhora Aparecida, na Ilha da Figueira. Uma carreata sai da matriz São Sebastião para a Figueira, depois tem missa campal e demais festejos”, destaca Berti.
O município já integra algumas rotas turísticas, como a alemã, a húngara, a italiana, rota do Rio da Luz (bairro tombado) e todas essas possuem igrejas. Portanto, explica Berti, as estruturas fazem parte da história local, da colonização de Jaraguá do Sul. A rota Padre Aloísio inclui a Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Nereu Ramos, onde ao lado há o túmulo do padre, além do Noviciado Nossa Senhora de Fátima, na Barra do Rio Cerro, e também o Seminário Sagrado Coração de Jesus, que mesmo estando no município de Corupá, vai fazer parte do guia. “Não se pode falar em padre Aloísio sem falar em seminário”, entende ele.
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