A Prefeitura de Jaraguá do Sul afirma que não existem movimentações na Administração para a privatização do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). A chefia de gabinete do prefeito Antídio Lunelli (PMDB) diz a possibilidade sobre possível privatização são boatos, e Secretaria da Administração complementa que não há nem estudos nesse sentido. Presidente do Samae também nega possibilidade. Quer receber as notícias do OCP Online no WhatsApp? Clique aqui A chefe de gabinete, Emanuela Wolff, afirma que nenhuma movimentação está sendo feita no governo para a privatização da autarquia e que o assunto teria ganho repercussão a partir de boatos levantados em um programa de rádio da cidade com a intenção de buscar audiência. O Secretário de Administração, Argos Burgardt, também diz que por parte do governo não tem sido feitos estudos ou movimentações nesse sentido, “pelo menos que tenham passado por mim”, comenta. Por parte do Samae, o presidente da autarquia, Ademir Izidoro, reforça que não existe a possibilidade e que o assunto nunca foi discutido no governo, “nem do Dieter [Janssen], nem do Antídio [Lunelli]”, afirma. “Se privatiza quem não tem serviço, o Samae tem, tem 82% de [cobertura] de esgoto”, cita, Izidoro, como exemplo. No ano passado, a prefeitura transferiu a gestão da coleta e manejo dos resíduos sólidos em Jaraguá do Sul para o Samae, que passou a ser responsável pela cobrança da tarifa a partir da fatura de água e esgoto, deixando de ser recolhida juntamente com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Diante do déficit de R$ 3 milhões à Prefeitura pelas despesas com o serviço prestado e a receita arrecadada, que seria causado principalmente pelas casas que não estavam pagando a tarifa com a cobrança do IPTU, a Administração repassou à autarquia a gestão do serviço, na tentativa de melhorar o desempenho da cobrança. Além disso, também foram criadas categorias de taxas, de acordo com estrutura do usuário. A mudança na gestão do serviço segue em vigência até dezembro de 2019, quando termina o contrato com a atual prestadora do serviço, a empresa Ambiental, e a prefeitura deverá discutir o que será feito a partir de 2020.