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Prefeitura de Jaraguá do Sul nega possibilidade de privatização do Samae

Por: Elissandro Sutil

08/04/2018 - 09:04 - Atualizada em: 09/04/2018 - 13:22

A Prefeitura de Jaraguá do Sul afirma que não existem movimentações na Administração para a privatização do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). A chefia de gabinete do prefeito Antídio Lunelli (PMDB) diz a possibilidade sobre possível privatização são boatos, e Secretaria da Administração complementa que não há nem estudos nesse sentido. Presidente do Samae também nega possibilidade.

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A chefe de gabinete, Emanuela Wolff, afirma que nenhuma movimentação está sendo feita no governo para a privatização da autarquia e que o assunto teria ganho repercussão a partir de boatos levantados em um programa de rádio da cidade com a intenção de buscar audiência. O Secretário de Administração, Argos Burgardt, também diz que por parte do governo não tem sido feitos estudos ou movimentações nesse sentido, “pelo menos que tenham passado por mim”, comenta.

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Por parte do Samae, o presidente da autarquia, Ademir Izidoro, reforça que não existe a possibilidade e que o assunto nunca foi discutido no governo, “nem do Dieter [Janssen], nem do Antídio [Lunelli]”, afirma. “Se privatiza quem não tem serviço, o Samae tem, tem 82% de [cobertura] de esgoto”, cita, Izidoro, como exemplo.

No ano passado, a prefeitura transferiu a gestão da coleta e manejo dos resíduos sólidos em Jaraguá do Sul para o Samae, que passou a ser responsável pela cobrança da tarifa a partir da fatura de água e esgoto, deixando de ser recolhida juntamente com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Diante do déficit de R$ 3 milhões à Prefeitura pelas despesas com o serviço prestado e a receita arrecadada, que seria causado principalmente pelas casas que não estavam pagando a tarifa com a cobrança do IPTU, a Administração repassou à autarquia a gestão do serviço, na tentativa de melhorar o desempenho da cobrança. Além disso, também foram criadas categorias de taxas, de acordo com estrutura do usuário.

A mudança na gestão do serviço segue em vigência até dezembro de 2019, quando termina o contrato com a atual prestadora do serviço, a empresa Ambiental, e a prefeitura deverá discutir o que será feito a partir de 2020.

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Elissandro Sutil

Jornalista e redator no OCP