Na próxima quarta-feira (24), vereadores, representantes do poder público, entidades e a comunidade em geral irão se reunir na Câmara de Vereadores de Massaranduba para debater a importância da gestão eficiente dos recursos hídricos no Vale do Itapocu. A assembléia, que ocorre às 10h, será promovida pela Associação de Câmara de Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi) e dará início às discussões que permeiam a elaboração do Plano de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu. Oficializado no fim do ano passado, o documento tem como objetivo construir um diagnóstico dos recursos hídricos da região e identificar cenários futuros para a gestão desses bens naturais. Na ocasião também será apresentado aos gestores o Cadastro de Usuários de Água, realizado junto ao governo estadual, que fornece informações sobre a utilização da água. “São temas relevantes para a região, porque lidam com uma questão fundamental que é a distribuição e preservação da água. Neste contexto, a discussão serve para fazer uma leitura da situação atual e pensar de que maneira vamos proceder para evitar problemas futuros”, explica o presidente da Avevi e vereador de Massaranduba, Giovanni Tonet. A assembléia será aberta ao público e, segundo o presidente do Comitê da Bacia do Itapocu, Sergio Victor Santini, precede uma série de audiências públicas que servirão para dar forma ao plano de gerenciamento. “É um plano feito com a colaboração de toda a sociedade, em um trabalho longo e complexo de mobilização”, resume. Santini explica que, por enquanto, o estudo está em processo de planejamento e ainda não há prazo para o início da apuração dos dados. “Neste plano serão inclusos dados sobre o uso da água, basicamente. Isso inclui aspectos como conservação, poluição, demanda, classificação dos rios, qualidade da água e preservação”, descreve o presidente do comitê. Atualmente, o principal problema dos municípios que dependem do Rio Itapocu é a turbidez da água, que encarece o tratamento, segundo ele. “Comparando com outras regiões, temos pouco problema de poluição industrial ou humana, muito pontuais. O mais grave ainda é a turbidez da água, que com qualquer chuva deixa de ser clara”, avalia Santini, que aponta o uso inadequado do solo como o principal causador do problema. Outro assunto que deve entrar no plano são enchentes, mais especificamente ações preventivas que ajudem a evitar a cheia dos rios. “É complexo, pois naturalmente estes municípios têm tendência a este problema. A ideia é buscar tecnologias que ajudem a prever estas cheias”, comenta Santini. O desassoreamento da foz do Rio Itapocu também deve constar no documento.