Até o momento, 36 focos do mosquito Aedes aegypti foram encontrados em Jaraguá do Sul. Os dois últimos foram detectados na última terça-feira (14) no bairro Ilha da Figueira. A localidade, junto do Baependi e Centro, concentra a maior incidência do mosquito. Apesar de o número ser cerca de 150% maior do que o registrado em todo o ano passado, quando 13 focos foram encontrados, nenhum caso suspeito de dengue, chikungunya ou zika foi confirmado no município. Leia mais: Ilha da Figueira é o bairro com maior número de focos da dengue em Jaraguá do Sul Nesta semana, a equipe de Programa de Controle da Dengue encerrou as visitas na região central do município, onde haviam sido identificados os dois últimos focos até o mês de outubro. Aproximadamente 68% das casas e estabelecimentos foram vistoriados - cerca de 1,8 mil estava no cronograma. A atuação nesta localidade, conforme a supervisora municipal do programa, Michelli Grasiela Pinheiro, foi difícil nos edifícios, onde o contato precisa ser feito primeiramente com os síndicos. Leia mais: Para prevenção à dengue, agentes devem realizar 1,8 mil visitas na região central de Jaraguá A equipe deve voltar a vistoriar a região no mês dezembro para conseguir abranger todos os locais. O programa continua monitorando rotineiramente as 627 armadilhas e 145 pontos estratégicos espalhados pela cidade. Segundo Michelli, os cemitérios na região central ou nos arredores, que estão entre os pontos acompanhados, também foram vistoriados antes e depois do Dia de Finados. No ano passado, dez casos foram confirmados para dengue e três para chikungunya no município. Todos eles foram contraídos fora da cidade. Neste ano, no estado, dos 2.170 casos notificados de dengue, 13 foram confirmados, nenhum deles em Jaraguá do Sul. Esta diferença entre o número de focos e o de casos com resultado positivo para a doença pode estar relacionada, conforme Michelli, a imunidade adquirida a determinado tipo de vírus pelas pessoas que foram contaminadas no ano passado, principalmente nas cidades que tiveram epidemias. A infecção natural por um dos quatro sorotipos da dengue (1, 2, 3, 4) produz anticorpos específicos contra o determinado tipo de vírus e uma imunidade temporária e parcial aos demais. “Os focos continuam sendo encontrados em maior número nas áreas de risco. O período de imunidade dessas pessoas que já foram infectadas está acabando, podendo aumentar novamente os casos confirmados para a doença”, explica. Michelli destaca que a preocupação fica ainda maior no município, pois nenhum morador foi contaminado por um dos tipos de vírus dentro da cidade. Com a temporada de fim de ano, o número de pessoas transitando na região aumenta, o que pode trazer o vírus para a cidade. Com um alto número de focos, as chances de contágio aumentam. De janeiro a outubro deste ano, foram identificados 9.478 focos de Aedes aegypti, em 141 municípios. Neste mesmo período, em 2016, haviam sido 6.371, em 133 cidades. SAIBA COMO SE PROTEGER  O clima mais quente favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti e por isso, as temperaturas mais altas exigem atenção da população. Quem for viajar ou deixar a casa fechada neste período deve tomar alguns cuidados como: substituir a água dos pratos de vasos de plantas por areia, deixar a caixa d’água tampada, cobrir reservatórios como as piscinas e remover do ambiente todo material que possa acumular água (garrafas pet, latas, pneus). Em caso de viagens para áreas de risco de dengue, é recomendado se hospedar em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas. Para redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. É preciso estar atento ao surgimento dos sintomas da doença. Caso ocorra, deve-se procurar imediatamente orientação médica e evitar automedicação. O doente com dengue pode apresentar sintomas como a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza e dor atrás dos olhos, por exemplo. Perda de peso, náuseas e vômitos também são comuns. Veja também: Novo foco do mosquito da dengue é encontrado na Barra do Rio Cerro, em Jaraguá