A Farmácia Básica de Jaraguá do Sul está com 36 medicamentos de uso contínuo em falta. Desse total, 19 são fornecidos pelo município e os outros 17 pelo Estado. No início da semana o número era superior, já foram repostos nove medicamentos. A expectativa é que o estoque esteja completo dentro de 20 dias. A compra dos medicamentos geralmente é feita com um mês de antecedência, mas com o aumento na demanda na rede municipal de saúde e atraso na entrega por parte do consócio responsável, os estoques foram zerados. “Quando há o consumo maior do que o previsto, isso nos deixa em maus lençóis, mas em pouco tempo isso se regulariza”, afirma o secretário de Saúde, Dalton Fisher. A farmácia possui em estoque 168 medicamentos, afirma Fisher. Todos os 36 remédios em falta já foram requisitados através de licitação. São indicados para doenças como hipertensão, asma, colesterol, diabete, hepatite, glaucoma, esquizofrenia e mal de Parkinson. “Alguns desses medicamentos são gratuitos, como para hipertensão, e podem ser encontrados na Farmácia Popular. Os outros ficam a baixo custo”, enfatiza o secretário. No ano passado, o município gastou o equivalente a R$ 2.391 milhões com medicamento e o Governo do Estado R$ 1.118 milhão. “O município tem a obrigatoriedade de destinar no mínimo 15% do orçamento para a saúde, e foi gasto 23%, enquanto o Estado se limitou a 12%”, salienta. A secretaria tenta diminuir o custo com os fornecedores para manter a qualidade do atendimento. “O sucesso em período de crise é manter com qualidade o que já tem”, finaliza Fischer.