A notícia do falecimento do ex-vice-prefeito de Schroeder Luis Aparicio Ribas no último domingo (8), em decorrência de um câncer no fígado, comoveu todos que conheceram o médico e político.

Para a companheira Aline Mainardi, não existe no dicionário e em qualquer língua, palavra capaz de descrever Ribas. “Ele era espetacular”, garante.

"Ele sempre se preocupou mais com as pessoas do que com ele mesmo, mas era uma pessoa que queria muito viver, souber aproveitar a vida. Era feliz, alegre e levava alegria onde quer que chegasse. Era brincalhão e muito espirituoso”, diz entre lágrimas.

Família e amigos se despedem de Ribas com declarações carinhosas | Foto Reprodução
Família e amigos se despedem de Ribas com declarações carinhosas | Foto Reprodução

O trecho do texto de despedida escrito e lido pelo sobrinho Luís André Werlang dá uma ideia do quanto Ribas era verdadeiramente querido.

“E também era chato, muito chato... especialmente no futebol. Nossas discussões sobre o desempenho dos jogadores do Grêmio rendiam risadas. E eu adorava incomodar manifestando preferência por jogadores que ele não gostava”, diz a publicação.

Segundo Werlang, o “doutor Ribas” tinha um apelido incomum entre os mais chegados: cavalo. “Ele também reinventou o significado da palavra cavalo. Cavalo, entre nós, é sinônimo de carinho e afeto”, escreveu o sobrinho.

Amigo de longa data do médico, o deputado Carlos Chiodini, chamado carinhosamente de “Carlinhos” pela família, lamenta a perda que toda a comunidade teve. “Ele era uma pessoa extremamente voluntária para todas as causas, com muita força de vontade de enfrentar os problemas”, completa.

Ausência será sentida

Torcedor fanático do Grêmio, Ribas passou a paixão pelo Imortal Tricolor aos filhos. Os que o conheciam fora dos consultórios e palanques viam nitidamente o amor pelo azul, preto e branco. “Acompanhava todos os jogos e chegava a pegar o carro e ir até o Rio Grande do Sul ver o jogo. Sempre teve essa paixão e a levou consigo”, conta Chiodini.

Para o deputado e amigo, a ausência de Ribas é irreparável, embora todos conheçam os caminhos da vida. “Vai fazer muita falta como servidor, médico, pai, companheiro e amigo. Que o legado sirva de inspiração para outras pessoas”, finaliza.

Atual vice-prefeito de Schroeder, Adriano Kath, afirma que só tem a agradecer a Ribas por toda a história construída no município, tanto como servidor quanto como médico. “Ele é praticamente um cidadão schroedense. Com ele não tinha hora para prestar atendimento", disse. "Ele era diferente, fazia jus à profissão. Era diferente”, reforça.

Despedida em Schroeder

Aline, que vê nos dois filhos traços do companheiro de vida “maravilhoso e de um coração espetacular”, está no Rio Grande do Sul, onde ocorreu a despedida e onde Ribas foi cremado.

“Como profissional e como pessoa ninguém passava em branco na frente dele, ele sempre tinha uma palavra de carinho, de atenção, sempre foi muito especial com todos. Carinhoso com os filhos, os criou com muito amor, tratou-os como as jóias que são”, revela a mulher de Ribas.

Uma despedida deve ser organizada em Schroeder, segundo Aline, terra onde a família construiu uma longa história de 22 anos.

Em Porto Alegre, antes da cremação, houve um momento rápido de despedida porque, para a família, não havia necessidade de prolongar o ritual, pois o pai, companheiro, tio, amigo, o “cavalo” foi querido e valorizado em vida.

“Hoje ventou muito aqui na capital dos pampas e esse vento levou tua alma de criança. Quando o 'juiz' apita o fim do jogo a gente sempre fica buscando explicações para uma jogada que não deu certo. Tu, Ribas, partiu guerreiro, de cabeça erguida, lutando ferozmente numa batalha que como médico sabia perdida e longa. Mas lutou com bravura acima de tudo... fosse valente!”, despediu-se Aline.

O município de Schroeder decretou três dias de luto oficial.

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