Neste mês, milhares de crianças e adolescentes foram imunizadas graças a exigência de um comprovante de vacinação na hora das matrículas e rematrículas na rede municipal de Jaraguá do Sul.

A necessidade de retirada da declaração gerou filas de até uma hora e meia nas unidades de saúde, mas resultou na proteção de grande parte da população com idade entre 4 e 15 anos de idade. Foram aplicadas 21.300 doses durante o mês em pessoas desta faixa etária.

Segundo a enfermeira de imunização da Secretaria de Saúde, Ana Kneipp, isso aconteceu porque grande parte do público tinham muitas vacinas atrasadas.

"Infelizmente tivemos que cobrar, é uma questão de rotina, está no Estatuto da Criança e do Adolescente que a vacinação é obrigatória. Além de ter muitas campanhas que oferecem essas doses", aponta Ana.

Entre as vacinas que mais foram aplicadas neste período, estão a antitetânica, contra a meningite, HPV, varicela (catapora) e reforço de coqueluche. A da febre amarela, liberada para toda a população no começo do mês, foi a mais distribuída.

Ana comenta que algumas vacinas foram agendadas para novembro, em especial as de meningite. "Há alguns meses estamos recebendo [doses] abaixo do esperado pelo Estado, este mês que o abastecimento voltou a ser normalizando, por isso não conseguimos suprir toda a demanda", avalia a enfermeira.

Segundo Ana, a tendência é que a ação continue nos próximos anos. Apenas a rede municipal de ensino, com escolas e centros de educação infantil, soma em torno de 20 mil alunos.

"Identificamos a necessidade dessa mobilização e atingimos bons resultados", observa a enfermeira de imunização. Ela completa que se a declaração continuar sendo obrigatória, alguns ajustes serão feitos para facilitar o procedimento às famílias e unidades de saúde.

 

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