Manifestantes protestam por soluções para deslizamento da SC-108, em Guaramirim | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Manifestantes protestam por soluções para deslizamento da SC-108, em Guaramirim | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Com a mobilização da comunidade de Guaramirim e Prefeitura do município para o bloqueio, nesta quarta-feira (13), das ruas de escape à SC-108 - interditada por causa de um deslizamento há três semanas -, a Secretaria de Defesa Civil do Estado marcou reunião para a sexta-feira (15) para tratar da situação.

“Ao meio-dia o secretário da Defesa Civil do Estado me ligou, informando que estava em reunião com o deputado Fábio Schiochet [PSL], que estava preocupado com a situação da SC-108, e marcamos uma reunião”, informa o prefeito de Guaramirim, Luís Chiodini (PP).

 

 Ouça a declaração do prefeito de Guaramirim no podcast OCP

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A conversa foi marcada para as 10 horas, em Florianópolis, também com a Secretaria de Estado da Infraestrutura.

No entanto, os bloqueios da Avenida Izídio Carlos Peixer, no bairro Ilha da Figueira, e no entroncamento da Estrada Ponte Comprida e Vendelino Kamer, no bairro Barro Branco, foram mantidos mesmo com o contato do governo.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

“Como não é nada oficial do governo do Estado, nós vamos manter o apoio a essa manifestação e esperar a reunião, estando eles avisados que talvez essa manifestação não seja a última, conforme as respostas que o governo nos dê”, declara Chiodini.

Moradores temem novos deslizamentos

Às 14 horas desta quarta-feira, cerca de cem manifestantes, incluindo o prefeito, servidores da Prefeitura e moradores do bairro Vila Freitas – onde ocorreu o deslizamento -, bloquearam o trânsito na Izídio Carlos Peixer.

Caminhões foram usados para fechar a via, por uma hora, e uma faixa foi estendida por moradores, com os dizeres “Estado... Olhai por nós”.

“O que motivou a gente a estar aqui é nós não morrermos. O primeiro motivo é esse, não morrer embaixo dos escombros que vai cair, se [o morro] cair de novo”, diz a moradora do bairro Vila Freitas, Solange Aparecida Borges, 41 anos.

Solange vive em uma das residências do local atingido, bem em frente à linha de risco do morro. A moradora precisou deixar a casa, por uma semana, e retornou à residência, mas continua preocupada com o risco de novos deslizamentos. “Se cair uma segunda vez, vai pegar minha casa”, ela conta.

Manifesto teve apoio de motoristas

Os manifestantes também distribuíram panfletos aos motoristas que ficaram presos no bloqueio. Para a operadora de caixa Ana Paula Lombo, 28 anos, que trabalha em um auto posto na avenida e todo dia faz o trajeto do bairro Bananal até o trabalho, o protesto é justo e necessário para conseguir uma resposta do Estado.

“Eu sou a favor do protesto, até porque com o que aconteceu na SC-108 acaba prejudicando a via e então danifica os carros, o fluxo fica maior, o trânsito fica mais perigoso, então é certo sim eles fazerem esse bloqueio”, diz a motorista.

Ela conta que desde que ocorreu a interdição da rodovia estadual, o fluxo de veículos aumentou muito, principalmente o de caminhões. “De dez veículos, são nove caminhões e um carro”, relata. A carga pesada acaba danificando o asfalto e acidentes também acabam acontecendo, diz Ana Paula.

Desde às 6 horas da manhã, até às 14 horas da tarde, horário em que a operadora de caixa entra e sai do trabalho, o trânsito é bastante intenso, levando a mudanças na rotina de Ana Paula, que passou a sair mais cedo de casa para não se atrasar.

Barulho em escola

A paralisação desta quarta-feira na avenida Izídio Carlos Peixer ocorreu em frente à escola Germano Laffin. Na fachada do prédio, cartazes foram colados, com reclamações sobre o barulho do trânsito e pedindo solução para o caso.

Segundo a diretora da escola, Maria Aldete Zimmermann, o trânsito no local aumentou muito e tem interferido no barulho – que atrapalha as aulas -, e atrasos dos funcionários também são frequentes.

“Os nossos funcionários estão chegando atrasados também pela questão do trânsito. Precisam sair muito mais cedo e mesmo saindo mais cedo eles não conseguem saber o horário que vão chegar”, relata Maria. Ela teme também pela segurança das crianças, na entrada e saída da escola.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Reclamações de pais também têm sido frequentes, já que alguns pais que moravam no local do deslizamento ou que vivem perto da escola precisam fazer um trajeto maior para deixar os filhos na escola.

Outro impacto causado pelo deslizamento e pela dificuldade no ir e vir à escola, acrescenta a diretora, é que cerca de 20 alunos foram transferidos para outras unidades. “Por isso que a gente está reivindicando, precisa ser tomada uma providência, isso não pode ficar assim”, protesta.

 

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