O descarte inapropriado de entulhos de construção à beira dos trilhos de trem levou a equipe da Diretoria de Administração da Prefeitura de Jaraguá do Sul a emitir um alerta quanto ao perigo representado pela prática. Funcionários do órgão se depararam com o depósito irregular de entulhos de construção próximo ao antigo mercado Brasão, no Rau. A constatação se deu dias depois do local ter sido roçado e limpo.

O diretor de Administração, Harysson Passig, lamentou a situação e pediu que as pessoas denunciem casos como este. “Fotografe, anote placa de veículo, denuncie para que possamos punir os responsáveis de acordo com a legislação ambiental”, diz ele, orientando as pessoas a ligarem para a Polícia Militar (190), Fujama (156) ou mesmo na Defesa Civil (199) em casos de descarte de entulhos.

O hábito de jogar lixo às margens de estradas e em terrenos baldios é crime. Em grande parte, não são moradores das proximidades que fazem isso, mas, pessoas que vem de outros bairros e despejam os entulhos na tentativa de se livrarem dos mesmos. As consequências para quem for flagrado ou identificado após o crime ambiental são severas.

A Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispões sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A multa para quem cometer este tipo de crime ambiental pode variar de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

No caso de necessidade de descartar materiais como móveis, pneus, eletrônicos, eletrodomésticos, óleo de cozinha e vidros, a Prefeitura de Jaraguá do Sul disponibiliza, por meio do Samae, o Ponto de Entrega Voluntária (PEV), localizado na Rua Leocádio Osmar Rodrigues, no bairro Vila Lenzi (próximo à Arena). O horário de atendimento do PEV é de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h e aos sábados, das 8h às 12h. Para esclarecer eventuais dúvidas, o contato do PEV é 2106-9184.

Resíduos da construção civil e podas de árvores, por exemplo, devem ser descartados por meio de empresas especializadas no destino correto destes materiais. Embalagens de produtos tóxicos devem obedecer a chamada logística reversa, assim como lâmpadas e pilhas, que devem ser devolvidas no local da compra. "Ninguém tem mais desculpa para deixar lixo ou móveis sem serventia em terrenos baldios", alerta Passig.