Promover o crescimento do turismo rodoviário foi tema de um evento estadual realizado neste fim de semana, de 5 a 7 de julho, em Jaraguá do Sul. A proposta do 9° Encontro Estadual de Empresas de Transprte Turístico e Fretamento foi que Santa Catarina lidere o movimento e seja precursora de um projeto piloto no país para debater o marco regulatório deste mercado, estruturando a cadeia de forma mais flexível.

A ideia nasceu em um evento de turismo em Foz do Iguaçu, realizado em junho, do qual resultou uma carta que já foi entregue ao ministro do Turismo.

A proposta busca espelhar-se em um modelo já bem sucedido na Europa, onde o circuito é aberto e há possibilidade de multiembarque, o que permite a flexibilização das viagens de grupos de passageiros, de modo a dinamizar e ampliar o fluxo de turistas entre os destinos.

Outra demanda do setor é a liberação do processo de venda de viagens turísticas por meio de plataformas tecnológicas, de forma a acompanhar a inovação nos negócios.

Modelo europeu

De acordo com o vice-presidente de assuntos políticos da Associação das Empresas de Transporte Turístico e de Fretamento de Santa Catarina (Aettusc), Nilton Pacheco, todos os roteiros europeus são circulares: "Ônibus voltou a ser negócio no velho continente. Aqui no Brasil o nosso modal de transporte é essencialmente rodoviário. Precisamos retomar os tempos áureos do setor", defende.

A presidente da Santur, Flavia Didomenico, reforça a necessidade de consolidar o turismo rodoviário no Sul do país. "Precisamos escutar o setor para definir as políticas públicas do Turismo. Nosso papel é ajudar a fomentar o mercado", afirma.

Para ampliar o debate do assunto, o Estado deve sediar uma audiência pública e avaliar como as medidas propostas impactam em outros segmentos.

O evento contou com a presença do secretário nacional de desenvolvimento e competitividade do turismo do Ministério do Turismo (MTur), Aluizer Malab. N

a visão dele, o benchmarking é essencial para dar a agilidade que o assunto precisa. "Já temos o modelo que funciona na Europa. Precisamos definir como podemos adaptá-lo para nosso país", garante. Ele colocou a equipe do Mtur para auxiliar no processo e alavancar essa proposta.

Trazer soluções que atendam o mercado brasileiro e as diferenças regionais é uma das preocupações do superintendente de serviços de transportes de passageiros, Alexandre Muñoz, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "Precisamos reunir informação do que está acontecendo no setor para fazer a análise de impacto regulatório", pontua.

Estruturar a cadeia de forma mais flexível também interfere na operação dos equipamentos turísticos. Para o diretor comercial do Beto Carrero World, Roberto Vertemati, a flexibilização das leis é essencial.

"Precisamos fazer o turista circular entre as regiões e criar rotas para retomar esse mercado, incluindo a multiplicidade de pontos de entrada de forma segura e estruturada", acredita.

Com informações de assessoria de imprensa.

 

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