A empresa responsável pela construção do viaduto na Avenida Waldemar Grubba, a EPT Engenharia e Pesquisas Tecnológicas, contestou as afirmações divulgadas ontem pelo DNIT-SC (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre). A falta de pagamento foi apontada como motivo para atraso na obra em Jaraguá do Sul, enquanto o órgão federal continua responsabilizando a empresa pelo atraso. De acordo com o diretor da EPT Engenharia, Wolney Moreira da Costa, a última parcela do pagamento recebida foi em dezembro e haveria pendências nas medições de janeiro a março. “Não vou continuar a obra enquanto o DNIT não me pagar. Eles não me notificaram porque eu nunca deixei a obra, tenho feito o mínimo para manter, mas não tenho como colocar dinheiro”, disse. O diretor explica que a pavimentação é a etapa mais cara da obra, em torno de R$ 400 mil, e será terceirizada por uma construtora catarinense que já estaria contratada. No ano passado, segundo ele, o departamento chegou a ficar nove meses sem efetuar pagamento, o que gera insegurança. “Circulam notícias do DNITmandando paralisar obras em todo o país, é uma situação de penúria. Não vou fazer o asfalto sem saber quando vou receber”, declarou Costa. A assessoria de imprensa do DNIT em Santa Catarina declarou que as informações repassadas pela EPT Engenharia “não procedem”. O departamento afirmou que o repasse de recursos está em dia e confirmou que a empresa será notificada para fazer a conclusão da obra. Por enquanto, nenhuma data está definida. Faz três anos que a construção do viaduto teve início. A entrega estava prevista para setembro de 2014 e desde então foram anunciadas outras cinco datas de inauguração. O atraso teria sido uma consequência do excesso de chuva e depois disso pelos atrasos na liberação de recursos pelo governo federal.