Por Patricia Moraes As informações ainda estão desencontradas. Mas depois da equipe de reportagem de "O Correio do Povo" passar dias atrás da confirmação sobre a data da vinda do governador Raimundo Colombo a Jaraguá do Sul para assinar a ordem de serviço para duplicação do trecho urbano da BR-280, a luz amarela acendeu. Bem diferente da versão repassada à repórter Ana Paula Gonçalves há duas semanas – de que nos próximos dias Colombo liberaria o início das obras - agora a dúvida sobre a possibilidade de devolução do trecho urbano à União é que dá o tom das respostas. Ainda sem garantias, o secretário estadual de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, disse que o temor é que com a concessão da BR à iniciativa privada o Estado faça um investimento em uma rodovia que não vai mais lhe pertencer. “Existem duas situações que estão sendo analisadas internamente, uma delas diz respeito ao processo de concessão da rodovia, a outra é o processo de melhoria na pavimentação do trecho urbano e construção do elevado (viaduto) pelo Estado. Estamos analisando junto à Secretaria de Planejamento o que está andando melhor. Não adianta o Estado colocar recursos numa obra que pode ser feita pela concessionária, assim como não é possível cruzar os braços e deixar de fazer pela região esperando por uma obra do governo federal que pode não sair. O governo do Estado está empenhado em resolver esse assunto e dar a solução adequada ao problema. Certamente, nos próximos 15 dias, teremos uma decisão”, confirmou. Antes de Vampiro, a assessoria de imprensa do governo chegou a anunciar a decisão de que o Estado não faria mais a obra, porém, depois solicitou que a informação fosse desconsiderada. Há três anos, antes da reeleição, Colombo assinava o contrato para duplicação da Rodovia do Arroz até a ponte no limite com Jaraguá do Sul. O valor de execução previsto na época era de R$ 85,8 milhões. A obra foi licitada em 2014 e deveria ter sido concretizada pelo Consórcio Infrasul, Coneville e Setor Sul, de Joinville. Passado esse período, diversas promessas foram descumpridas, prazos foram dados e desrespeitados e a comunidade continua esperando. O gargalo no trecho cresce ano a ano, um prejuízo para a economia e que interfere na qualidade de vida de quem precisa transitar pelo local. Internamente, quem tem trabalhado fortemente dentro do governo para impedir que o Estado devolva o trecho e garantir que nos próximos dias seja assinada a ordem de serviço é o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Chiodini (PMDB), um dos principais articuladores do projeto desde o início.