A chegada de um bebê prematuro provoca medo, ansiedade e muitas preocupações. Geralmente, traumático para mamães e papais, o nascimento antecipado também pode gerar danos irreversíveis à saúde da criança. Por isso, os cuidados devem ser redobrados e incluir sempre os exames pré-natais.

A falta deles, inclusive, é um dos principais motivadores para a prematuridade na região. No último ano, o Hospital e Maternidade Jaraguá recebeu 198 bebês prematuros na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Conforme Adriana Cardoso, coordenadora da UTI neopediátrica da unidade, a taxa de ocupação dos dez leitos gira em torno de 99,9%.

Para alertar pacientes, mães e familiares sobre o número crescente de partos prematuros e oferecer informações adicionais acerca do assunto, o HMJ realizou, nesta sexta-feira (17), uma ação especial em lembrança ao Dia Mundial da Prematuridade. A programação ocorreu ao longo de todo o dia e, entre as atrações, estavam palestras sobre prematuridade, estações explicativas, aferição de pressão arterial, ginástica laboral e massagem.

A empresária Eliane Fortunato, 44, acompanhou a inciativa. Ela deu à luz Maria Luiza quando estava com apenas 29 semanas de gestação. A menina precisou ficar internada por 24 dias na UTI e, depois, mais 24 dias na UCI do HMJ. “O trabalho do hospital foi maravilhoso. Só tivemos força para aguentar devido ao suporte da equipe. Você vê seu filho na incubadora e não sabe o que fazer”, lembra. Hoje, a criança está bem, com seis quilos e sete meses de vida.

Já a costureira Maria Eliane da Silva Deola, 34, vivenciou a chegada do pequeno Enzo Micael Deola, com seis meses de gravidez. Ele nasceu com um quilo e 20 gramas e precisou de 80 dias de internação. “No início, deu um desespero e só vinham pensamentos negativos. Graças ao amor que a equipe tem por eles, nós pegamos amizade e confiança. Agora, ele está bem, saudável”, destacou.

Segundo a coordenadora da UTI neopediátrica do HMJ, a equipe de enfermagem permanece 24h em função do bebê, mas também nutre uma preocupação fundamental e especial com a família. “O bebê veio antes e os pais não sabem muito bem como agir. Existe toda uma equipe multidisciplinar trabalhando para dar apoio a eles”, complementa.

No Brasil, 11,7% de todos os partos realizados são prematuros. Esse percentual representa quase 300 mil nascimentos prematuros a cada ano e colocam o país na décima colocação no ranking de países onde mais nascem crianças antes das 37 semanas de gestações.

*Com informações da assessoria de imprensa