O Detran-SC (Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina) estuda um prazo de adequação para que as autoescolas passem a ministrar as aulas nos simuladores de direção. A informação é do presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Santa Catarina e da Associação dos Centros de Formação de Condutores do Vale do Itapocu, César Isaí Stolf. Na terça-feira (2), o representante se reuniu em Florianópolis com o órgão de fiscalização. A entidade catarinense fechou um comodato com uma empresa de São Paulo para disponibilizar o aparelho. O fornecedor, entretanto, garante que não conseguirá entregar os equipamentos em 30 dias. Segundo Stolf, o contrato de comodato foi fechado no dia 16 de janeiro e a entidade aguarda documento formal da empresa para justificar o atraso junto ao Detran-SC. Desde janeiro de 2016, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) obriga os candidatos à primeira habilitação na Categoria B (veículos) a terem cinco das 25 aulas práticas ministradas em um simulador. A legislação exige que as autoescolas precisam comprar ou alugar os equipamentos. Pelo sistema de comodato, o custo pago à empresa de São Paulo por hora-aula será de R$ 15,90 (a previsão inicial era de R$ 20 a hora-aula). Na compra, o equipamento custa em torno de R$ 40 mil. De acordo com o presidente, na maioria das autoescolas as aulas teóricas das primeiras turmas do ano terminam neste início de fevereiro. As práticas serão concluídas entre meados de fevereiro e março, quando será necessário o simulador. A emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) pode levar de três meses a um ano, dependendo do candidato. Das 420 autoescolas que atuam no Estado, Stolf atesta que cerca de 170 são filiadas ao sindicato. Por enquanto, apenas empresas de Barra Velha, Joinville, Florianópolis e Tubarão providenciaram os simuladores. Na microrregião, há 15 centros de formação em operação. Em média, 350 pessoas fizeram a CNH em Jaraguá do Sul ano passado. “Nada substitiu a prática” O diretor de uma autoescola da cidade, Jeferson Cardozo, atesta que no primeiro mês deste ano as inscrições para a primeira habilitação caíram pela metade em relação ao mesmo período do ano passado. “Tínhamos de 50 a 60 alunos em janeiro de 2015, e agora, tivemos menos que 30”, conta Cardozo. Em compensação, as renovações alcançaram aumento de 20% em comparação com o mesmo período de 2015. As aulas teóricas começaram no dia 14 de janeiro e terminaram semana passada. Agora os alunos aguardam a marcação da prova teórica no Detran, com expectativa de iniciar as aulas práticas, por agendamento, a partir da segunda quinzena de fevereiro. O diretor explica que o simulador funciona pelo sistema 3D, com três telas de 32 polegadas e tem todos os recursos do veículo. “O aluno terá a sensação simulada de estar dirigindo, mas nada substitui a prática”, enfatiza. A estudante de Pedagogia Emily Corrêa, 18 anos, aprova o recurso tecnológico que passará a ter na autoescola. “É bom ter o simulador, porque vai tirar bastante a insegurança com o primeiro contato com o carro, e também nas aulas noturnas. É um benefício para a segurança”, opina.