Com a falta de recursos federais para ampliar a duplicação e até mesmo para manter a BR-280, o destino da rodovia deve ser a concessão, afirma o secretário de Estado de Planejamento, Murilo Flores. O assunto foi debatido na última terça-feira  (13) em São Francisco do Sul, em uma reunião convocada pela Amunesc. Flores foi responsável por apresentar um diagnóstico feito pelo Ministério dos Transportes e afirma que, se os encaminhamentos foram mantidos, a rodovia poderá estar nas mãos da iniciativa privada já no ano que vem. Para o secretário de Estado, essa é melhor saída para melhorar a infraestrutura nos 307 quilômetros da rodovia, que vai de São Francisco do Sul à Porto União. Atualmente, há projeto de duplicação apenas para os 76 quilômetros localizados na região, que caminha a passos lentos desde a autorização da obra em dezembro de 2013. Confira a entrevista completa abaixo: Em que estágio está o processo de concessão? O que nós viemos expor foi justamente em que pé está esse trabalho de concessão. Os atuais contratos de duplicação estão parados e a perspectiva de novos projetos começarem é quase nenhuma, não há recurso para continuar obras e a concessão seria a saída. Os estudos foram concluídos em 31 de dezembro passado. A partir do final do ano, o Estado começou a conversar sobre a inclusão de algumas rodovias estaduais no pacote, em torno da BR-280. Foram feitas algumas simulações sobre a entrada dessas rodovias e impacto sobre volume de investimentos e o impacto sobre o pedágio. Os estudos apontam que a Rodovia do Arroz, a SC-108, e a Dona Francisca (SC-301) se viabilizam, apesar do aporte maior de investimento elas ajudam a reduzir o custo do pedágio. Tudo muito preliminar ainda, são avaliações. Há previsão de quando a rodovia deve passar para a iniciativa privada? Avançou bastante, acreditamos que ano que vem tem contrato assinado de concessão, se o governo federal tomar efetivamente essa decisão. Se ele definir que os investimentos, tempo de concessão e preço de pedágio valem. O estudo aponta valor de pedágio? Ainda é preliminar, serão superiores ao que a BR-101 cobra porque são bem fora da realidade para o investimento. São valores possíveis sem investimento, só a manutenção da rodovia. Será mais de R$ 2,60? Seguramente sim, mas quantas vezes ainda não se tem essa previsão. E sobre a duplicação do trecho urbano, o trecho de Guaramirim estadualizado? O trecho que hoje foi concedido ao Estado retorna à União. Passa para concessão que faz alguns investimentos, enquanto o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) faz o contorno. Quando o DNIT terminar, retorna para o Estado o atual leito. A duplicação não será feita pelo Estado? Isso é o que está sendo proposto até agora. O que o Estado vai fazer e o governador (Raimundo Colombo) já autorizou, é iniciar a obra do viaduto, de entrada e saída a Blumenau, que vai atenuar o trânsito. Os restantes dos investimentos serão federais. Apesar desse encaminhamento da concessão, o governador determinou a obra pelo compromisso que assumiu com a região de amenizar esse problema. Mesmo com essa decisão federal, ele bancou o elevado.