Mais de 30 horas após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no largo do Paissandu, no centro de São Paulo, 49 pessoas ainda não foram localizadas e são consideradas desaparecidas na manhã desta quarta-feira (2).

O número foi informado nesta manhã pelo primeiro-tenente Guilherme Derrite, que afirma ter recebido o dado da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo.

De acordo com os bombeiros, não é possível afirmar que essas 49 pessoas consideradas desaparecidas estivessem dentro do prédio quando ele desabou, mas o número é estimado porque elas constam no cadastro, porém ainda não se apresentaram junto à prefeitura. Até o momento, a única vítima que está reconhecidamente nos escombros é a pessoa que estava sendo resgatada no momento em que o prédio desabou.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, assistentes sociais que trabalham no local cadastraram, até a madrugada, 428 pessoas de 169 famílias.

Na manhã desta quarta, os bombeiros ainda atuavam no local em busca de vítimas e combatendo pequenos focos de incêndio. Ainda há material em chamas sob os escombros, afirma a corporação que atuou com 78 homens e o apoio de 31 carros durante a madrugada.

Cinco imóveis vizinhos ao prédio continuam interditados.