Dos R$ 120 milhões previstos para investimento na duplicação da BR-280, o Governo Federal sinalizou a liberação de apenas R$ 31,8 milhões durante este ano. A confirmação do corte de mais de 70% no valor estimado para manter o andamento da obra aconteceu após a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016. A assessoria de imprensa do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) em Santa Catarina declarou que ainda não há cronograma de como será feita a distribuição dos recursos. Também não havia levantamento atualizado do montante já aplicado. Os números disponibilizado pelo departamento apontavam investimentos de R$ 40,1 milhões, até maio do ano passado. Entre projetos, execução da obra, supervisão e gerenciamento ambiental, a obra estava orçada em R$ 1,5 bilhão. Mobilizado desde setembro do ano passado – quando o governo sinalizou a redução – para reverter o quadro, o prefeito de Guaramirim, Lauro Fröhlich (PSD), afirma que os representantes regionais devem manter pressão. “Movimentamos a frente parlamentar, mas não foi possível mudar os valores em razão da própria crise no governo. Mas esse trabalho vai continuar, não poderemos aliviar ou só vai piorar”, disse. O trecho 2.2, entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, o primeiro a ser iniciado, sofreu pela falta de repasses ao longo do ano. O DNIT chegou a divulgar que iria readequar o cronograma de obras, mas não houve pronunciamento oficial. Já o trecho 2.1, entre a BR-101 e Guaramirim ainda dependia de desapropriações e, segundo o departamento, segue com “trabalhos de terraplanagem e drenagem”. O lote 1, que começa em São Francisco do Sul, ainda não teve ordem de serviço assinada e depende de liberação ambiental. Para o deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB), que integra as frentes de mobilização, a falta de abertura para discutir o andamento da obra é preocupante. “Foi tentado trazer quem tinha dados técnicos, o cronograma da obra, mas a reunião foi desmarcada em cima da hora, e foi solicitada outras vezes. Agora, se eles vão reduzir 70% do investimento, isso vai triplicar o tempo da obra”, apontou.