O Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali), em conjunto com a pesquisa de campo, pretende encaminhar a patente do Controlador Bioativo do Maruim (CBM) até março deste ano. Este é um dos avanços que o Programa Maruim teve em 2019 e que reflete neste ano.

A diretora executiva do Cigamvali Juliana Demarchi, explica que a equipe está trabalhando nos últimos detalhes burocráticos da patente para poder deposita-la até o fim do próximo mês. Porém, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) leva no mínimo dois anos realizar a análise do pedido.

"A patente será importante para que a gente possa produzir o produto em grande escala à comunidade", destaca Juliana.

O prefeito de Corupá e presidente do Cigamvali João Carlos Gottardi, destaca que a patente é necessária, já que o Controlador Bioativo do Maruim é um produto desenvolvido na região e outros estados que sofrem com o mesmo problema buscam informações sobre o tema. "Esse ano vamos investir R$ 490 mil neste programa", calcula.

Pesquisas avançam

Juliana Demarchi diz que ainda não tem uma data definida para começar a distribuir o produto a comunidade, já que o controlador ainda está em testes e 2020 será um ano fundamental para sua análise.

Ela explica que foram selecionadas propriedades-piloto em cada um dos oito municípios participantes do Consórcio. "Identificamos cada cultivo nas áreas selecionadas e foi desenvolvido um método em cada tipo de cultivo", finaliza.

O prefeito de Luiz Alves, Marcos Pedro Veber, destaca que os moradores precisam ter consciência que produto ainda está na parte pesquisa, parte fundamental para não ter problemas no futuro.

"Pesquisa é lenta e envolve custos, felizmente aqui na Amvali todos os municípios ajudaram e injetaram recursos. Também é preciso ensinar os agricultores para a prática não se perder no meio do caminho", enfatiza.

O vereador jaraguaense Eugênio Juraszek, relatou que existe pessoas que não aceitam passar o produto em suas propriedades, já que acham que pode afetar a produção.

Juliana explica que ninguém será obrigado a participar, mas enfatiza que é precisa trabalhar com a conscientização para convencer os agricultores a cederem suas propriedades para testes.

"Se a pessoa ver que no vizinho está funcionando e dando resultados, será um caminho sem volta. A conscientização é primordial", conta.

Como participar dos testes de campo

As pessoas que quiserem abrir sua propriedade para a pesquisa de campo, precisam ir no setor de agricultura de cada município participante (Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Massaranduba, Schroeder, São João do Itaperiú, Barra Velha e Luís Alves).

Será feito um cadastro para cada propriedade e a equipe de agricultura vai passar a lista para os pesquisadores, que analisam o ambiente.

 

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