O dia 31 de maio marca o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta para os malefícios do cigarro para a saúde das pessoas, tanto as que fumam quanto as que respiram a fumaça tóxica do produto. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) traz como tema “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. Isso porque, além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos do tabaco geram importantes impactos socioambientais pouco conhecidos, como o uso de lenha para aquecer as estufas que secam as folhas de tabaco utilizadas na fabricação de cigarros, o que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempos de severas mudanças climáticas. Assim, a OMS vai mais a fundo na questão, levantando o debate não somente quanto à saúde, mas ao meio ambiente em que vivemos. A boa notícia é que, em Jaraguá do Sul, os usuários da rede pública de saúde que vêm se comprometendo a parar de fumar estão conseguindo se livrar do vício. Participando do programa de controle ao tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde em 2016, 62% dos envolvidos agora são ex-fumantes. O número representa um crescimento de 11,4% em relação ao ano de 2015. Apesar do resultado positivo, é importante ressaltar que alcançar esse benefício depende de muitos fatores, por se tratar de uma doença crônica. No país, um estudo sobre o impacto econômico do tabagismo no sistema brasileiro de saúde revelou que, em 2011, foram gastos R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças tabaco-relacionadas. Portanto, não é difícil concluir que o consumo do cigarro tem grande repercussão na vida das pessoas de todas as formas possíveis, gerando revés na saúde, na economia, na vida social e no meio ambiente. O dia de hoje é perfeito para avaliar o tamanho desse estrago.