Os moradores da Ocupação Jardim das Oliveiras, em Araquari, tiveram até esta quinta-feira (16) como prazo final para deixarem suas casas.

As moradias foram construídas em uma área que pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Governo Federal, e começaram a ser ocupada pelos atuais moradores há cerca de oito anos. Agora, uma decisão da Justiça Federal determinou a reintegração de posse.

No momento, cerca de 200 famílias vivem na área de 248 mil metros quadrados, em um número aproximado de 800 pessoas.

Há uma semana, eles fazem manifestações para chamar a atenção do poder público, tentando evitar que a ação aconteça. Com panelas e bandeiras, eles saíram às ruas de Araquari e de Joinville em passeatas. Também foi feito um culto ecumênico no domingo.

Em setembro de 2019, após recurso da Defensoria Pública, o Tribunal manteve a sentença e estipulou o prazo de 30 dias para que as famílias deixassem voluntariamente a área, com a possibilidade de serem inscritas em um suposto novo projeto de regularização fundiária no mesmo local.

De acordo com a DPU, como todo o processo já transitou em julgado, não existe mais possibilidade de recursos. A partir do momento da notificação, o prazo se encerraria nesta sexta-feira (17).

O presidente da associação de moradores, no entanto, questiona a destinação dos moradores, que sequer têm um lugar para ficar. “As 200 famílias não têm pra onde ir. Não tem nem o que dizer, vamos sair voluntariamente e ir pra onde? As famílias não têm pra onde ir. Nós vamos resistir, lutar com todas as forças”, contou.

A comunidade preparou uma vigília no loteamento a partir das 18h da quinta-feira (16) até às 21h de sexta-feira (17).

*Com informações da ND Mais e NSC

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