Com a conclusão da obra prevista para outubro deste ano, o Centro de Inovação de Jaraguá do Sul começa a ganhar destaque no mercado local. Visto como uma importante ferramenta de apoio ao empreendedorismo, o centro deverá dar subsídios para o desenvolvimento de empresas e projetos inovadores voltados para o ramo da tecnologia e, com isso, ajudar no avanço da economia da região. Na semana passada, a criação do Comitê de Implantação do Centro de Inovação iniciou oficialmente a fase de estruturação do centro, em um trabalho que reúne representantes de instituições educacionais, do poder público e da iniciativa privada. Presidido pelo empresário Moacyr Rogério Sens, o grupo tem como objetivo acompanhar a evolução do centro e garantir que o espaço cumpra o papel a que se propõe, auxiliando na estruturação física e administrativa do espaço. O Centro de Inovação deve abrir as portas em 2018 para atuar como uma aceleradora de empresas, dando subsídios para a viabilização e o desenvolvimento de boas ideias. “Estamos estudando como irá funcionar a gestão do centro, mas o que está definido é que os empreendedores interessados deverão participar de um edital, no qual precisarão se enquadrar dentro de alguns aspectos. Depois disso será feita uma seleção. A proposta é realizar vários editais no decorrer do ano para assim abranger diferentes nichos de mercado”, explica o secretário executivo do comitê, Newton Saloman. Dentro da organização, os empreendedores encontrarão profissionais especializados que, por meio de consultorias e análises de mercado, ajudarão a transformar os projetos em empresas. Conforme Sens, objetivo do centro não é instalar empresas consolidadas, e sim incentivar a criação novas empresas. “É o local onde as ideias serão estudadas, analisadas e estruturadas, garantindo a abertura de empresas de pequeno porte, que sejam inovadoras, sustentáveis e exerçam atividades sem impacto”, destaca Sens. “Todas as empresas deverão ter base tecnológica, independente do nicho em que for atuar, porque o que se busca é diversificar o mercado e atrair novas oportunidades de negócio. Essas pequenas empresas serão o que chamamos de cluster, um pólo produtivo especializado que poderá fornecer para as grandes empresas”, complementa Sens. Segundo o presidente do comitê, o foco não é alterar a matriz econômica do município, mas abrir caminhos para que ela possa crescer ainda mais. Licitação para os móveis deve sair neste ano Enquanto a conclusão da obra do Centro de Inovação está prevista para outubro, o comitê já trabalha no edital da licitação que permitirá a aquisição dos móveis e equipamentos necessários para o trabalho. O documento está sendo elaborado com o apoio do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini, e a meta é realizar o processo ainda este ano, conforme Saloman. “A segunda etapa englobará todos os equipamentos internos do prédio, como móveis e divisórias. A expectativa é de que até o final do ano este processo esteja concluído. Em paralelo a isso, o comitê estuda as melhores alternativas no que diz respeito à gestão do centro e à seleção do público que será atendido por ele”, diz o secretário executivo do comitê. A proposta é que o comitê auxilie na administração do centro por até dois anos, e que após este período a organização se torne auto-sustentável. “Sabemos que muitos empreendedores não têm condições de fazer um investimento inicial, por isso o Centro de Inovação vem para suprir esta necessidade”, indica Saloman. Uma vez alcançado um nível de maturidade maior, as empresas que nascerem no Centro de Inovação serão então encaminhadas para o Centro Up, uma incubadora que terá como foco auxiliar os negócios numa segunda fazer de desenvolvimento. O foco é desenvolver as pequenas empresas. Por: Kamila Schneider