No primeiro semestre deste ano a Celesc foi incisiva ao realizar uma força-tarefa junto às empresas de telefonias com o objetivo de minimizar o impacto do emaranhado de fios nos postes da região central de Jaraguá do Sul.

Como em muitos pontos a situação não foi resolvida na próxima semana chegam a cidade sete profissionais e parte deles serão destinados exclusivamente ao trabalho de fiscalização e manutenção da fiação em postes do município.

A força-tarefa realizada entre os meses de abril e julho, conta o gerente regional da Celesc, Wagner Vogel, teve bastante aderência, mas não foi satisfatória. Embora tenha atingido cerca de 30 quilômetros de ruas centrais, a ação, destaca ele, não teve o resultado esperado porque não foi possível visualizar o fim dos cabos e sim uma manutenção pontual.

Dessa maneira, a Celesc contratou ainda em julho sete novos profissionais que passaram por treinamento e chegam na próxima semana para reforçar o efetivo jaraguaense.

Com isso, será possível, explica o gerente, destinar parte dos novos contratados ao serviço exclusivo de fiscalização e manutenção da fiação nos postes do município.

“A Celesc tem contrato de locação dos postes com as empresas que prevê uma série de exigências para os dois lados. O que podemos e fazemos é notificar, em um primeiro momento, para que corrijam. Se não corrigirem ou se a fiação está colocando em risco quem passa, a Celesc tem o direito de retirá-la imediatamente”, explica.

Fiação antiga traz riscos

Para o gerente regional da Celesc, Wagner Vogel, o maior problema consiste no abandono das fibras por parte das empresas, uma vez que, quando ficam velhas e inutilizáveis, as empresas não fazem a substituição.

“As empresas não retiram, deixam lá e elas apodrecem, caem e trazem riscos para a população”, afirma.

Com a chegada dos profissionais, o gerente destaca que a Celesc muda a postura e passa a ser mais ativa frente às empresas de telecomunicação, sendo mais atuante na fiscalização e manutenção com remoção dos cabos.

Apesar disso, o gerente destaca que o trabalho não terá impacto visual imediato. “Eu não acredito que vamos sair da água para o vinho, estamos passando por um momento de transição. O que estamos propondo de imediato é colocar a equipe na rua para eliminar cabos que trazem riscos”, explica.

O secretário de planejamento e urbanismo do município, Eduardo Bertoldi, lembra que esse é um problema antigo em Jaraguá do Sul e reitera que a responsabilidade de fiscalização é a Celesc, que tem contrato com as empresas.

“Mas a partir do momento que começou a atrapalhar os munícipes, o município interferiu”, diz.

Segundo Bertoldi, desde o ano passado multas previstas no Código de Posturas foram aplicadas à Celesc e, depois disso, houve a força-tarefa.

“Percebemos que alguns trechos melhoraram, mas alguns continuam precários. Agora, vamos sentar e ver a posição que o município vai tomar. Vamos fazer uma reavaliação, se entendermos que o serviço não for a contento, voltaremos a aplicar as multas, se estiver, vamos manter a parceria”, afirma o secretário.

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