A partir do próximo ano, a Católica de Santa Catarina passará a oferecer cursos de graduação e pós-graduação a distância em Jaraguá do Sul e Joinville. A universidade foi oficialmente credenciada pelo MEC (Ministério da Educação) no dia 18 de julho e, segundo estimativa do reitor Robert Burnett, deve passar a oferecer pelo menos dez cursos com o novo modelo. A proposta é estruturar cursos com base no conceito de educação híbrida, que une ensino online e presencial. “Antigamente o Ensino a Distância (EAD) estava muito associado às pessoas maduras. Hoje, entretanto, é possível notar que pessoas cada vez mais jovens procuram por este modelo que, além de oferecer preços mais acessíveis, não limita o aprendizado do aluno à instituição”, analisa Burnett. Com o EAD, a universidade pretende atrair pelo menos o dobro do número de alunos atendidos atualmente. No total, 2.900 pessoas frequentam o campus de Jaraguá do Sul e 2.100 a unidade de Joinville. Segundo Burnett, no próximo mês a universidade deverá concluir a pesquisa de mercado que irá determinar os novos cursos. “A premissa é oferecer qualidade. Conhecemos o mercado, sabemos que muitas pessoas têm certa desconfiança, mas é um modelo que cresce. Em cinco anos, estima-se que o EAD ultrapasse o ensino tradicional e a tecnologia está aí para nos auxiliar a avançar neste processo”, avalia o reitor. Três novos cursos Além do ensino à distância, a Católica também passará a ofertar três novos cursos de graduação em 2017: Design de Moda (em Jaraguá do Sul), Engenharia de Software e Engenharia Biomédica (ambas em Joinville). O objetivo é oferecer qualificação profissional em áreas ligadas à tecnologia e comunicação, setores que avançam significativamente no Brasil. Os cursos devem atender à demanda do mercado regional. “Em Jaraguá do Sul, o foco se mantém no setor têxtil, que passa por uma forte transição e demanda por novos tipos de profissionais”, comenta Burnett. De acordo com o reitor, apesar de atenderem às necessidades locais, os cursos terão como foco a formação de profissionais para atuarem em qualquer mercado, seja no Brasil ou no exterior. “O aluno deve ser um cidadão do mundo. É preciso expandir esta percepção e formar profissionais que saibam se adaptar”, afirma Burnett. Para o reitor, o mercado educacional tende a ficar cada vez mais seletivo, o que irá exigir das universidades eficiência e capacidade de inovar. “O caminho que traçaremos depende muito de como a cidade vai evoluir, como será a matriz econômica nos próximos anos. Se há diversificação na economia, há diversificação na educação”, destaca. geral 6 Salvar