A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina confirmou o primeiro caso de dengue autóctone do ano em Brusque, ou seja, contraído dentro do próprio município. A vítima é uma mulher de 48 anos, moradora do bairro Azambuja, que já tomou medicação e está fora de perigo.

Investigações apontam que o provável local da transmissão tenha sido o centro da cidade, uma vez que não foram encontradas larvas do mosquito nas proximidades da residência da vítima, embora o bairro onde ela vive tenha registro de larvas.

Em 2019, Brusque já havia contabilizado dez casos confirmados de dengue e dois de febre chikungunya, todos contraídos fora do município. Apesar de todos os esforços para evitar a proliferação do vetor, a Prefeitura encontrou 384 focos do mosquito Aedes aegypti neste ano. Os bairros Santa Rita, com 80; Centro I, com 73; e Santa Terezinha, com 69, são os que apresentaram maior número de criadouros.

"Nós estamos muito preocupados, pois acreditamos que possa haver outros casos da doença. Estamos solicitando a toda rede de atenção básica que faça o exame em todos os pacientes que apresentem sintomas da doença e, assim, tomarmos medidas no sentido de evitar uma epidemia", afirma Letícia Figueiredo, coordenadora do Programa de Combate a Endemias de Brusque.

Ela destaca que mutirões de limpeza em cemitérios e visitas domiciliares têm ocorrido frequentemente, porém o envolvimento da população é essencial no combate ao mosquito. Brusque é a única cidade do Vale Europeu que consta na lista de 91 municípios catarinenses considerados infestados pelo Aedes aegypti.

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