Artesanato deixou de ser sinônimo apenas de tapetinho de crochê há muito tempo. A diversidade dos produtos artesanais cresceu e a criatividade não é empenhada somente para chamar a atenção para o produto e passou a ser também peça chave para a economia. A chamada economia criativa expandiu nos últimos 20 anos e, com isso, o artesanato no país se fortaleceu. Hoje, o mercado movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano e é o responsável por sustentar 10 milhões de pessoas.

Em Jaraguá do Sul não é diferente e, prova disso, é o sucesso do Bazar na Varanda, que promove sua segunda edição neste fim de semana, nos dias 5 e 6. O evento que irá reunir aproximadamente 25 artesãos, acontece das 14h às 19h, no Centro Cultural Neue Heimat, na Vila Lalau e a expectativa é de receber cerca de 1.500 pessoas nos dois dias.

Francine Lins, idealizadora do Bazar, conta que a ideia do evento surgiu de maneira mais emotiva do que racional. Para ela, que é artesã e proprietária da Charlot Artes, o movimento serve para aproximar e envolver os artesãos, promovendo e potencializando a ideia de que “quando todo mundo faz um pouco, a gente consegue muito”, explica.

A diversidade é ponto forte do evento que se mudou nesta segunda edição. A primeira, realizada em maio do ano passado, foi no quintal da casa de Francine, com cerca de 30 expositores. Agora, o Neue Heimat abraçou o Bazar e a segunda edição tem tudo para ser um sucesso, garante Ilka Mahnke Schmidt, membro do Centro Cultural. “Nós esperamos mais ou menos 1.500 pessoas nos dois dias. A união faz a força”, diz. Ilka adianta ainda que devem acontecer apresentações culturais durante os dois dias.

De trufas e cozinha vegana a cerâmicas e produtos de mesa posta, como é o caso da Charlot, o Bazar pretende, afirma Francine, promover a integração entre os artesãos. Para ela, o fortalecimento econômico e as vendas são consequências. “Queremos trazer de volta as pessoas, para que elas conheçam o artesanato e se conheçam. Claro que isso acaba envolvendo o produto. A ideia é favorecer o artesão, o retorno vem automaticamente depois”, ressalta.

Já organizando o material para expor, ela lembra também que é preciso quebrar a imagem de que artesanato é limitado a crochês e bordados. A “mãe” do Bazar tem o desejo de mostrar aos visitantes que o universo do artesanato é muito mais vasto. “Muita gente ainda pensa que artesanato se resume a tapetes e não é assim, tanto que teremos muitos expositores com diversos produtos. Além disso, o encontro acaba promovendo a criatividade”, destaca. E ideias novas não devem faltar depois desse final de semana, aposta Ilka, que já projeta o próximo bazar, que deve ocorrer próximo ao Natal.

Apostando no aconchego do local, Francine conta que não estava nos planos promover a segunda edição do bazar, mas os clientes a incentivaram. “Eu não estava pensando em fazer, mas na Oster um perguntou, e outro, e outro, e agora estamos aqui, prestes a realizar mais um bazar. Foram eles que procuraram o bazar e não o contrário. Isso mostra que a ideia de promover o artesanato e os artesãos está dando certo”, comemora.

Além de conhecer os artesãos, Francine destaca que é uma ótima oportunidade para conhecer o Centro Cultural, com todo seu charme de arquitetura enxaimel.

O evento acontece no sábado (5) e domingo (6), das 14h às 19h, no Centro Cultural Neue Heimat, que fica na rua Alberto Santos Dumont, 800, na Vila Lalau.