O rompimento da barragem em Brumadinho acendeu o sinal vermelho quando o assunto é fiscalização. Após a tragédia, o governo federal anunciou uma lista de 3.386 barramentos que serão vistoriados em todo o país.

Entre elas, 37 hidrelétricas e sete barragens catarinenses classificadas como de alto dano potencial pela ANA (Agência Nacional de Águas) devem passar pela vistoria. Na região, a Barragem da Usina do Bracinho, em Schroeder, aparece na lista.

Segundo o relatório de segurança de barragens de 2017, feito pela ANA, a Barragem do Bracinho, que tem capacidade de 7.100,00 hm³ e gera, em média 6 milhões de KW/h por mês, é considerada de risco médio.

O chefe do departamento de operação e manutenção da Celesc Geração, Flávio Spolaor, diz que, apesar de considerar positivo o movimento de fiscalização, ainda não foi notificado a respeito da avaliação determinada pelo Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do governo federal.

Em 2015, explica ele, houve uma vistoria minuciosa na Barragem do Bracinho e depois foram realizadas mudanças significativas que garantem a segurança do local.

“De 2015 para cá, nós automatizamos a nossa usina, há fibra ótica em todas as barragens, além de monitoramento 24 horas e operação 24 horas por dia a partir do Centro de Operação. Ela continua com nível normal de segurança e melhoramos ainda mais com a automação da usina e a implantação da fibra ótica para a comunicação das barragens”, explica.

Spolaor ressalta que a barragem possui plano de segurança implementado, plano de ação e emergência e executa regularmente ações preventivas. O chefe de departamento explica ainda que envia, anualmente, um relatório com as condições do local para a ANA.

“A nossa barragem continua em muito bom estado, com a situação normal e sem risco. As estruturas não apresentam risco e a operação funciona normalmente”, diz.

Ainda sem a notificação, Spolaor afirma esperar a vistoria. “Estamos aguardando a comunicação da Aneel para fazer a inspeção das barragens, mas adianto de antemão que é muito positivo que se aumente a fiscalização, nós apoiamos e consideramos muito importante garantir a segurança por meio de avaliações frequentes”, destaca.

A diretora da Defesa Civil de Schroeder, Tânia de Lourdes Dantas, ressalta que a usina passou por revitalização e incremento de tecnologia, tornando-a mais segura.

“Qualquer índice anormal é reportado e nós temos a preocupação quando existe qualquer diferenciação de volume de água. Temos que desmistificar, todo o complexo aqui é bem diferente daquelas barragens de rejeito. A engenharia é diferente, a topografia. Naturalmente há uma preocupação, mas nós também nos preocupamos em deixar a área de preservação permanente para não haver intervenção e garantir a segurança”, finaliza.

Conheça a história da Usina do Bracinho

 

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