A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB) - regional de Jaraguá do Sul - informou nesta segunda-feira que realizará no dia 6 de maio, às 10h30, na Praça dos Expedicionários, junto ao terminal urbano de ônibus de Jaraguá do Sul, solenidade cívica em homenagem aos 72 anos do Dia da Vitória, que colocou fim à 2ª Guerra Mundial. O evento terá a participação da Banda Militar do 62º Batalhão de Infantaria, de Joinville, e do Coral Municipal de Jaraguá do Sul. O dia 8 de maio de 1945 ficou marcado na história como o dia em que as Nações Aliadas venceram os ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini em suas tentativas de impor o regime nazifascista ao restante do mundo. O Brasil, inicialmente neutro no conflito, que ocorreu de 1939 a 1945, teve que se posicionar em função de fatores externos que forçaram sua entrada na 2ª Guerra Mundial. Para tanto, criou-se a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com 25.334 militares que, entre setembro de 1944 e maio de 1945, lutaram na Itália, ao lado dos aliados (França, Inglaterra, EUA e União Soviética). Com a morte, na madrugada desta segunda-feira, o pracinha João Apolinário Francener, a ANVFEB informa restam dois pracinhas da Segunda Guerra vivos na região: Walter Carlos Hertel e João Rodolfo Hauck. - Leia Mais: Morre aos 95 anos um dos últimos combatentes da 2ª Guerra Mundial que vivia na região - Ao se prepararem para a guerra, no ano de 1943, as unidades militares de Santa Catarina (Joinville, Itajaí e Blumenau) e Curitiba selecionaram e concentraram os soldados para, em seguida, enviá-los à Vila Militar do Rio de Janeiro. De Jaraguá do Sul e cidades próximas foram 101 jovens militares que se juntaram ao contingente da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), onde receberam um rápido treinamento. Dali, partiram em cinco escalões de embarque com destino à Itália, acomodados em navios norte-americanos, entre 2 de julho de 1944 e 8 de fevereiro de 1945. Os soldados brasileiros trouxeram marcas físicas e psicológicas da guerra. De acordo com a responsável pelas ações educativas do Museu da Paz, Dionara Radunz Bard, “o Dia da Vitória merece ser relembrado e seu valor resgatado, pois é uma ocasião que convida a refletir a respeito dos fatos sombrios que resultaram no uso extremo da violência para a superação de divergências políticas, econômicas e ideológicas e que provocaram morte de quase 60 milhões de pessoas”.