Muito antes de existir a Católica de Santa Catarina em Jaraguá do Sul, é preciso voltar um pouco no tempo e lembrar da instituição que deu origem ao centro universitário: a Fundação Regional Jaraguaense (FERJ), uma instituição comunitária sem fins lucrativos.

Ela foi criada pelo padre Elemar Scheid em 1973, com a ajuda de outras lideranças da cidade. Em 2018, fazem 45 anos que a entidade abrir as portas da educação superior na cidade.

Desde a primeira formatura em 1978, mais de 10 mil acadêmicos colaram grau nos cursos de graduação oferecidos pela Católica de Santa Catarina. Além desses, cerca de 2 mil concluíram cursos de especialização na instituição.

A historiadora Silvia Regina Toassi Kita relembra que a cidade era muito diferente naquela época.

“Jaraguá do Sul, no início dos anos 1970, contava com uma população de pouco mais de 30 mil habitantes”, afirma, acrescentando que a cultura e a educação viviam momentos de grande produção, com exposições de arte, corais, além das atividades assistenciais do Rotary Club e Ação Social.

Instituição já formou mais de 10 mil acadêmicos | Foto Arquivo PMJS
Instituição já formou mais de 10 mil acadêmicos | Foto Arquivo PMJS

“A faculdade era anseio de toda população, que via seus filhos tendo que sair do município para se graduar. Muitos iam frequentemente de carro para Joinville, outros foram morar em municípios vizinhos a fim de estudarem para exercer suas profissões”, lembra Silvia Kita.

“Para dar início às tratativas de criar a FERJ, o prefeito Hans Gerhard Meyer (Nutzi) e o vice-prefeito Eugênio Victor Schmöckel foram até Brasília”.

Linha do tempo

1976

  • O primeiro curso oferecido pela instituição foi o de Estudos Sociais, em 1976, com o objetivo de formar professores.

1977

  • Nos anos seguintes, foram criados diferentes cursos que buscavam atender às demandas da região e contribuir para o desenvolvimento econômico local.

1985

  • Após 12 anos de fundação, o Parecer nº 297/85 do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE-SC) instituiu o Centro de Ensino Superior de Jaraguá do Sul. Em meados dos anos 2000, a FERJ se tornou UNERJ.

2000

  • Há 18 anos, o Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ) foi credenciado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-SC) para um período de cinco anos. O Decreto Governamental foi renovado em 2005, com vigência até maio de 2010.

2009

  • Em novembro, a UNERJ passou pela Avaliação Externa do CEE-SC, obtendo renovação do credenciamento por mais seis anos (com vigência até 2015).

2012

  • No mês de abril, a marca UNERJ deixou de existir e deu lugar ao novo Centro Universitário, denominado Católica de Santa Catarina.

 

O primeiro reitor

Além de ser o primeiro reitor da instituição, o padre Elemar Scheid foi importante para Jaraguá do Sul. Ele colocava em prática seus objetivos e, assim, foi um dos responsáveis pelo surgimento do Grêmio Esportivo Juventus na cidade, por exemplo. Scheid acreditava muito na educação, no esporte e na cultura.

Antiga Ferj, agora Católica de Santa Catarina | Foto Divulgação

Em homenagem, a Católica SC nomeou a biblioteca universitária com seu nome. Ele ocupou o cargo de reitor da instituição até 1978, sendo substituído pela professora Carla Schreiner. Muitas pessoas passaram pela reitoria da instituição, a professora Pedra Santana Alves assumiu até 31 de janeiro de 2012.

Em 1 de fevereiro de 2012, o professor Robert Burnett assumiu o posto de reitor da Católica SC, mandato que durou até 27 de junho de 2018. Hoje, o reitor do Centro Universitário Católica de Santa Catarina é o professor Diogo Richartz Benke, que assumiu o cargo em 27 de junho de 2018.

No futuro

Hoje, a instituição possui 4,5 mil acadêmicos e a previsão de entrada no vestibular é de mil estudantes.

A Católica SC trará para a comunidade Ensino a Distância, com uma grade curricular robusta e que atenda aos anseios do mercado de trabalho. Além disso, está em um momento de expansão para Florianópolis e Itajaí.

“Sabemos que existe uma mudança na educação e nas futuras carreiras em todo o mundo, e a Católica SC está preparada”, destaca o reitor Diego Benke.

“Dessa maneira, sabemos que não basta formarmos ótimos profissionais técnicos, mas formar habilidades de liderança, eficiência e pensamento crítico”, completa.

 

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