A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) divulgou uma nota informando sobre os prejuízos na oferta de alimentos em supermercados do Estado por conta da greve dos caminhoneiros que chega ao quarto dia nesta quinta-feira (24). Todas as regiões relataram ao órgão problemas de abastecimento.

Os primeiros alimentos que começam a faltar nas prateleiras são os perecíveis como frutas, legumes, verduras, carnes in natura, além da categoria de produtos resfriados como laticínios e derivados do leite.

A Acats pretende solicitar permissão ao Procon para que os mercados possam controlar o número de itens adquiridos pelos consumidores, a fim de atender o maior número possível de pessoas.

Mesmo as grandes redes de supermercados que possuem centrais de estoque estão com dificuldade de levar os produtos até as prateleiras das unidades, uma vez que falta transporte para a logística interna.

"A Acats entende que o movimento é legítimo, mas alerta que uma solução demorada impactará sobremaneira no abastecimento e, como consequência, no atendimento das necessidades básicas dos consumidores e sociedade em geral", divulgou em nota.

Na terça-feira (22), a Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) já havia informado que estava sentindo os efeitos da paralisação por conta da escassez de hortifrútis.

No mesmo dia, a Cooperativa Central Aurora Alimentos, no Oeste do Estado, anunciou a paralisação das atividades da indústria de processamento de aves e suínos por causa da greve. A empresa informou que o trabalho ficou inviável sem transporte.

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