Fios de cabelo, bitucas de cigarros, panos, roupas, pneus, fraldas, absorventes... e uma infinidade de outros materiais que deveriam ter como destino o lixo comum ou o lixo descartável são encontrados com frequência jogados de forma irregular na natureza e também nas canalizações de água, esgoto e rede pluvial (que recolhe a água da chuva). Estes mesmos materiais costumam aflorar em meio a enchentes, provocando alagamentos, danos materiais e outros transtornos. E como evitar o mau uso destas redes e o incomodo de ver o esgoto brotando descontrolado dentro de casa? A resposta é simples: descartando corretamente o lixo. O município de Jaraguá do Sul tem sido citado como referência nacional quando o assunto é o invejável índice de 80% de tratamento de esgoto. Para se ter uma ideia, Joinville, a cidade mais populosa do Estado, chegou aos 31,5%; quando a média nacional é 35%. Blumenau tem em torno de 40% e a Capital, Florianópolis, 54%. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) vem nos últimos anos estendendo redes e investindo na destinação correta do esgoto. E todo este investimento, que é também do contribuinte, enfrenta problemas com o mau uso da rede por parte da população. Diariamente, são jogados via vaso sanitário, pias de cozinhas, tanques de lavanderias, ralos e encanamentos roupas, fios, cabelos, fraldas, panos, pedaços de plástico, bolas (inclusive bola de bilhar já foi encontrada), restos de materiais sólidos, comida, absorventes, preservativos, enfim, uma infinidade de materiais que entopem as elevatórias ocasionando falhas nas bombas e fazendo com que o esgoto, em alguns casos, volte às casas ou transborde em dias de chuva. O Samae informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que equipes realizam diariamente manutenção e limpeza destas elevatórias, para que a população não sofra com o mau uso da rede. Além disso, centenas de casos são descobertos todos os dias de ligações de esgoto irregulares na rede pluvial (de chuva), informa o diretor-presidente do Samae, Ademir Izidoro. São pessoas que não realizam a instalação do esgoto no padrão do Samae, o que também vem causar transbordamento de esgoto nas ruas e casas. A fiscalização trabalha intensamente para coibir a ligação irregular. Quando flagrado, o morador é notificado para que faça a devida instalação. "De nada adianta o setor público aportar investimentos no esgoto e as pessoas utilizarem a rede de forma incorreta", ressalta Izidoro. "É preciso dizer que não estamos, em nenhum momento, nos abstendo das responsabilidades. Sabemos que existem situações em que é preciso agir e estamos trabalhando na solução dos problemas. O que queremos é mostrar que é preciso que todos façam a parte que lhes cabe", argumenta Izidoro. O Samae está sempre à disposição para esclarecer dúvidas dos jaraguaenses. "Nossa ouvidoria também é um meio de comunicação entre munícipes e órgão público e queremos que seja utilizada, pois assim saberemos onde atuar com rapidez. Ressaltamos ainda que o Samae tem em suas metas a ampliação da rede de esgoto, pois é fato que cada real investido em tratamento de esgoto, quatro reais são economizados em Saúde. Esperamos ter sanado suas dúvidas e qualquer coisa entre em contato conosco", finalizou Ademir Izidoro.