Em mais um dia de trabalho na roça, o agricultor Simdfrit Woigt, 80 anos, teve uma surpresa ao colher um pé de aipim em sua propriedade no bairro Rancho Bom, em Schroeder, no Norte catarinense. A raiz retirada da terra por ele media 1,6 metros de comprimento e 5,2 quilos. Simdfrit pode ser considerado um especialista, afinal, a rotina na lida diária com a terra começou quando criança, aos seis anos, ajudando os pais. E sua produção é concentrada especialmente nos tubérculos: aipim, batata-doce, taiá japão. Para o agricultor, a façanha se deve ao cuidado que tem com a fertilização da terra. “Eu estou adubando três vezes. Quando as plantas ficam com 30 a 40 centímetros, um pouco mais para frente e perto do segundo ano”, detalha. Mas a raiz gigante nem precisou de tanto tempo, só completaria dois anos que foi plantada em setembro. “Eu tenho foto de duas raízes grossas. Eu arranco e faço a foto. Mas não é muito comum desse comprimento e peso”, comenta. Levada à verdureira da Nair, seu Simdfrit conta que o aipim foi exposto e vendido no mesmo dia, e ele garante a qualidade. “O aipim que eu tenho para amolecer é uma coisa. Adubado, ele amolece bem mais”, reforça. Simdfrit se mantém na rotina de acordar as 5h30 para cuidar da roça, descansar ao meio-dia “se der um tempo” e de um zelo com a sua produção. Por isso, do solo fértil mantido com tanto cuidado pelo agricultor, ainda podem sair outros “recordes”.