Por Dyovana Koiwaski | Foto Eduardo Montecino Com a pavimentação concluída, a liberação da Via Verde, no bairro Ilha da Figueira, depende agora da desapropriação de um terreno localizado no fim do trecho. Sem acerto quanto ao valor estimado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, o processo deve ser decidido na Justiça. O proprietário da área de aproximadamente 450 metros quadrados, explica o diretor do Instituto Jourdan, Luís Fernando Marcolla, não foi favorável ao preço atribuído pela Comissão Avaliadora de Imóveis da Prefeitura, considerando que a proposta de indenização estava aquém do ideal. Com este impasse, foi necessário entrar com um processo de desapropriação judicial do terreno. “Isso acabou atrasando a entrega da obra”, avalia o diretor. Mesmo com os trabalhos quase finalizados, a abertura do primeiro trecho da via não tem previsão para inauguração. A equipe da Secretaria de Obras de Jaraguá do Sul trabalha na execução das calçadas e pintura de sinalização no primeiro trecho da Via Verde. A pavimentação foi concluída no final de março. A rua irá ligar a rua Benildo Zamin, no Centenário, à rua Hedwig Bruns, com 1,2 quilômetro de extensão. Nesta fase, estão sendo aplicados R$ 3 milhões de recurso, sendo R$ 2,96 milhões do Ministério das Cidades, a fundo perdido, e R$ 68,29 mil de contrapartida da Prefeitura. A empresa licitada para o serviço é a Infrasul, de Joinville. Recursos para o segundo trecho Para a execução do segundo trecho da Via Verde, que partirá do ponto final da primeira parte até a rua Rinaldo Bogo, no bairro Ilha da Figueira, a Prefeitura aguarda a liberação de aproximadamente R$ 3,8 milhões. De acordo com o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Udo Wagner, o projeto atualizado foi encaminhado para o Ministério das Cidades durante viagem do prefeito Antídio Lunelli e sua equipe à Brasília, no mês de março. “Saímos de lá com a garantia de empenho do senador Paulo Bauer para obter essa verba. Nossa expectativa é positiva”, avalia Wagner. No segundo trecho, conforme o diretor do Instituto Jourdan, Luís Fernando Marcolla, são aproximadamente 12 terrenos pendentes no processo de desapropriação.