A Secretaria de Saúde divulgou nesta semana os índices de crianças com suspeita de anquiloglossia, a conhecida “língua presa”, na rede municipal.

O levantamento foi feito com base em dados do Programa de Prevenção em Saúde Bucal nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Jaraguá do Sul.

Mais de 4.307 crianças foram examinadas em 31 unidades no mês de agosto. Destas, 118 apresentaram registro clínico de “frênulo lingual duvidoso” e 59 crianças tiveram indicação cirúrgica, que deve ser autorizada pelos pais.

A odontopediatra Cintia Silveira Gargioni, coordenadora do projeto piloto de anquiloglossia, explica que a partir dos dados foi possível diagnosticar quantas crianças tinham indicação de cirurgia para correção da língua presa.

A anquiloglossia pode provocar, entre outros problemas, dificuldades na deglutição e na fala das crianças.

Devido à Lei 13.002, de 24 de junho de 2014, que obriga a realização do “teste da linguinha” em recém-nascidos, houve a necessidade de estudar estratégias para a resolutividade de casos de língua presa em crianças.

“O objetivo do projeto piloto foi alcançado. Com a análise dos dados foi possível criar mecanismos junto à regulação da Secretaria Municipal de Saúde para atender as demandas da Lei 13.002, além de contribuir para a elaboração de protocolos clínicos a respeito do assunto”, comemora Cintia.

Nos casos da necessidade de avaliação ou tratamento da anquiloglossia em bebês (de zero a 36 meses), os dentistas das unidades de saúde e do Programa de Saúde Bucal nos CMEIs, os médicos pediatras e médicos do Programa Estratégia Saúde na Família de Jaraguá do Sul poderão referenciar o paciente ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).

Com informações da assessoria de imprensa.

 

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