Durante o mês de julho, 25 pessoas vão ilustrar  a campanha “Temos 25 motivos para sorrir”, que o Grupo Breithaupt está desenvolvendo em parceria com a Rede OCP News e a 105 FM. O objetivo da série é contar as histórias de pessoas que compartilham o mesmo dia de aniversário com Jaraguá do Sul: 25 de julho. Confira!

Natural de Canoinhas, Silvio Alves Ribeiro, 40 anos, viveu dias difíceis na cidade natal. Hoje técnico em eletrotécnica na WEG, Silvio começou a trabalhar ainda cedo, na lavoura, para ajudar a família. Agora, depois de 24 anos em Jaraguá do Sul, Silvio conta que conseguiu alcançar seus objetivos e diz que não trocaria a cidade que o acolheu por outro lugar do país.

“Era uma vida sofrida, em Canoinhas, a gente só trabalhava quando tinha safra, comecei a trabalhar com 13 anos, trabalhei até os 17, quando tinha trabalho, para tentar ajudar os pais porque a situação era difícil”, conta Silvio.

Em 1995, os pais de Silvio decidiram tentar a sorte em Jaraguá do Sul, mudando-se para o município com toda a família – pai, mãe, Silvio e seus quatro, irmãos – um deles já falecido.

Na cidade, Silvio começou a vida trabalhando na Catarinense Transportes, e depois de um mês foi para a Viação Canarinho. Mas a mudança de emprego acabou lhe trazendo mais do que esperava.

Silvio se mudou para Jaraguá do Sul em busca de uma vida melhor | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Silvio se mudou para Jaraguá do Sul em busca de uma vida melhor | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Foi como cobrador de ônibus da linha Jaraguá Esquerdo – Barra que Silvio conheceu a esposa, Rosangela, cerca de um ano mais nova.

“Trabalhei um ano e meio de cobrador, daí conheci ela nesse período, dentro do ônibus. A gente começou a namorar, começou a sair, e daí desse um ano e meio a gente já foi morar junto”, conta Silvio.

“Eu pegava o ônibus de Jaraguá Esquerdo para a Barra todo dia, e ele que tomou a iniciativa”, revela a esposa, com um sorriso. Desde então, Silvio e Rosangela estão juntos há 22 anos.

O começo da nova vida também não foi fácil. Depois que decidiram morar juntos, Silvio foi até a casa do pai de Rosangela contar que os dois viveriam juntos. De lá, os dois cruzaram a cidade, cada um em sua bicicleta, levando as roupas em mochila nas costas.

“Nós moramos por um período num casarão antigo, parecia o casarão [do filme] Casa do Espanto”, relembra Silvio, brincando. “A porta não fechava, nem as janelas”, diz Rosangela, entre risos, ajudando a resgatar as memórias.

Por ali o casal morou até a chegada da primeira das três filhas, Mylena, hoje com 20 anos. Com o nascimento da pequena, o casal decidiu construir um cantinho, perto de onde vivem atualmente, no bairro Jaraguá 99.

“Só aos trancos e barrancos” é como Silvio descreve, brincando, “a loucura” que foi o início dessa nova fase de sua vida, ao lado da esposa. Rosangela lembra que o casal não tinha móveis ou eletrodomésticos para a casa.

“Nós não tínhamos nada, dormimos numa caminha de solteiro por um bom tempo”, conta a esposa. “Nós compramos o essencial primeiro, que é fogão e geladeira. A cama foi a de solteiro mesmo, naquele tempo era magrinho, ainda cabia”, brinca o técnico.

O começo na WEG

Entre o período que Silvio e Rosangela foram morar juntos e tiveram a primeira filha, Silvio saiu da Canarinho e foi para a WEG, onde trabalha até hoje. “Estou há 21 anos na WEG. Sou técnico eletrotécnico, eu cursei no Senai, ganhava bolsa da empresa, daí fui evoluindo, trabalhando, trabalhando e buscando”, destaca.

Na WEG, Silvio passou por vários setores. Começou na produção, onde atuou por sete anos. Depois dos estudos, chegou a trabalhar por um período na área de engenharia de automação e depois retornou à produção, trabalhando na parte técnica.

Seu trabalho na empresa permitiu que realizasse algumas viagens pelo país, inclusive tendo retornado de uma delas há poucos dias, vindo da Paraíba. Quando viaja, Silvio supervisiona a parte elétrico do trabalho de empresas contratadas pela WEG para trabalhar em parques solares.

Pela experiência de ter conhecido outras cidades do Brasil, o técnico diz que não pensa em deixar Jaraguá do Sul por outro lugar do país. “Acho que aqui é muito bom para se viver em comparação com outras cidades, pela segurança, saneamento básico, infraestrutura, tem tudo aqui”, diz ele.

Família

Filho do meio, Silvio conta que da sua família é um dos filhos mais tranquilos. Quieto, ele também é de falar pouco, diferente da sua filha mais nova, Mirella, de sete anos. “Ela é mais falante, puxou à mãe”, conta Silvio.

Já a filha do meio, Mickaela, de 16 anos, estava representando a escola em que estuda nos Jogos Escolares de Santa Catarina (JESC), jogando handebol, conta Rosangela.

Amor pelas filhas é o maior sentimento de Silvio | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Amor pelas filhas é o maior sentimento de Silvio | Foto Eduardo Montecino/OCP News

“Para mim o que mais importa são minhas filhas, e ter saúde”, diz Silvio, que conta uma de suas memórias mais marcantes como pai de primeira viagem.

“Na primeira vez [que foi pai], eu bati a cabeça no vidro [do berçário da maternidade] porque eu queria tanto olhar, é uma sensação indescritível, que a gente não sabe se chora ou se ri”, lembra-se Silvio, entre sorrisos.

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