Durante o mês de julho, 25 pessoas vão ilustrar  a campanha “Temos 25 motivos para sorrir”, que o Grupo Breithaupt está desenvolvendo em parceria com a Rede OCP News e a 105 FM. O objetivo da série é contar as histórias de pessoas que compartilham o mesmo dia de aniversário com Jaraguá do Sul: 25 de julho. Confira!

Entre os mais de 170 mil habitantes de Jaraguá do Sul, um forte laço com o passado perdura ao longo desses quase 141 anos e se mantém vivo por intermédio de pessoas como Marciel Konell, 37 anos.

O sobrenome herdado da família do pai ao lado do Grutzmacher, na descendência materna, revelam por si só a ligação desse jaraguaense com a tradição germânica.

Com ao alemão afiado até os dias atuais - idioma falado entre amigos e em casa, com as típicas conversas que misturam também palavras em português -, Marciel sente orgulho de cultivar os costumes ensinados pelos avós e pais.

“Vem de anos, vou fazer 37 anos e sempre participei dessas festas. É uma tradição de geração para geração. Eu estou indo, agora meu filho está indo e vai continuar por muitos anos”, comenta.

Criado no bairro Rio Cerro 2, apesar de nunca ter se comprometido com competições de tiro e organização de festas na Sociedade Alvorada pela falta de tempo, devido ao trabalho de caminhoneiro, o local guarda boas recordações pela conexão com a família que sempre participou das festividades.

O jaraguaense destaca a importância dos avós Arno e Cecília na sua criação. Foto Natália Trentini

Em uma época bastante diferente, em que o bairro parecia muito mais distante do centro da cidade sem o transporte facilitado, Marciel viveu o verdadeiro interior de Jaraguá do Sul.

“Foi um lugar muito bom para crescer”, conta. Os avós maternos Arno e Cecília foram uma grande referência e base para sua educação, ressalta.

Do seu Arno, Marciel lembra do trabalho. Primeiro, na Padaria Doege. “Foi a primeira padaria do bairro e até de Jaraguá, eu acho. Meu avô entregava o pão com a carroça e cavalo nos bairros próximos, Rio da Luz, Rio Cerro”, relembra. Depois, ele atuou por anos como marceneiro.

Na memória também estão os pratos típicos preparados pela avó Cecília: schwatzauer com aipim frito e strudel. “Se você for na Winterfest, o schwatzauer, a sopa de sangue, é o prato principal da sexta-feira, é muito tradicional”, comenta.

Trabalho desde cedo

Marciel veio ao mundo na madrugada do dia 25 de julho de 1980. Segundo ele, a mãe Gerdi conta que ele deveria ter nascido horas antes, ainda no dia 24. Mas sua chegada ficou para o feriado, aniversário da cidade.

O parto foi feito no Hospital São José pelo médico Rolf Roberto Horst, que 27 anos mais tarde também ajudaria o filho de Marciel, Felipe, a nascer. “Legal, né? Coisas de Jaraguá”, conta, admirado.

A infância, relembra, foi solta, correndo pelas ruas enquanto não estava na sala de aula. Marciel passou do primeiro ao segundo grau na escola João Romário Moreira, que fica do lado do salão da Sociedade Aliança.

Um dos pontos significativos para ele foi justamente essa transição da infância para as responsabilidades de uma vida mais adulta, o que aconteceu cedo. Aos 14 anos Marciel entrou na empresa Malwee, onde permaneceu por cinco anos.

“Entrar em uma empresa grande foi muito marcante para mim. E uma porque quando a gente era menor não tinha acesso a ir no centro assim”, comenta.

Depois, a vida profissional chamou Marciel para a estrada. Passou por diversas empresas trabalhando como caminhoneiro, percorrendo em alguns anos os bairros da cidade, depois estados como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Após passar alguns meses desempregado, mas sem deixar de trabalhar em um bico aqui e outro ali, o jaraguaense comemora o fato de poder voltar a ativa. “Estou com tudo pronto para começar na empresa Urbano, estou muito contente”, revela.

Diversão nas canchas de bocha

Era quinta-feira a noite e Marciel estava em um dos ambiente que mais gosta: na cancha de bocha com os amigos. Entre uma partida e outra acompanhada com fervor pela plateia por meio de exclamações intensas, as conversas rolam solta.

Marciel tem na bocha uma diversão, ele joga como bolador. Foto Natália Trentini

“Sempre tem bastante gente. É disputado”, comenta. Marciel conta que sempre gostou do jogo. Seus avós tinham uma cancha quando tinha entre 10 ou 11 anos, que depois foi fechada. “Gosto desse laço com as pessoas”, explica.

Para as disputas, Marciel tem seu parceiro que é o ponteiro e ele atua como bolador. Seu foco é sempre ter precisão na jogada para tirar de perto do bolim as bolas da dupla adversária.

Se não é na pista de areia de areia batida, as horas de folga são curtidas no gramado com apenas uma bola. O futebol também move Marciel. “É uma diversão sair com os amigos, um carne e uma cervejinha de vez em quando”, emenda.

Marciel cultiva amigos no trabalho como caminhoneiro e nas horas vagas. Foto Natália Trentini

E é justamente esse clima que faz Marciel gostar tanto de sua cidade natal e nem chegar a pensar em viver em outro lugar. “Eu gosto do povo da cidade, pacato, tranquilo, e das amizades”, pontua.

“Eu tenho amizade com bastante gente porque eu fiz entregas em vários bairros. Então tem amigo lá, um amigo aqui. Por aqui, amizade se faz por tudo”.

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