Durante o mês de julho, 25 pessoas vão ilustrar a campanha “Temos 25 motivos para sorrir”, que o Grupo Breithaupt está desenvolvendo em parceria com a Rede OCP News e a 105 FM. O objetivo da série é contar as histórias de pessoas que compartilham o mesmo dia de aniversário com Jaraguá do Sul: 25 de julho. Confira!

Prestes a completar 35 anos, o jaraguaense Denis Borchardt garante que suas raízes estão bem profundas na cidade em que nasceu, cresceu e de onde não pretende partir. Trabalhando na Malwee Malhas há mais de 12 anos como alimentador de linha, na parte de qualidade da empresa, ele diz que é feliz no trabalho, especialmente pelo convívio com colegas.

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Da infância, ele recorda as brincadeiras na rua, no bairro Vila Lenzi, onde sempre morou.

“Era legal, porque a cidade não era como é hoje, que há perigo. A gente podia brincar na rua, jogar futebol, ali embaixo tinha campinho. Hoje em dia a cidade já cresceu bastante e, embora não esteja tão violenta como outras cidades, não é mais como antigamente”, opina.

No passado, Borchardt lembra de haver muitas crianças se divertindo ao ar livre, andando de bicicleta, jogando bola, correndo pela rua, o que não acontece com frequência. Ele ressalta que o trânsito também cresceu e impossibilita as antigas brincadeiras na rua. “Os pais acabam não deixando porque é inseguro”, afirma.

Herança germânica

Se durante a semana ele se volta à profissão, aos fins de semana a missão é outra: o jaraguaense faz parte de um grupo de danças folclóricas da cidade. A dedicação à atividade já tem mais de uma década e ele também já foi professor de dança.

Apesar de considerar que a arte folclórica está sendo aos poucos deixada de lado, ele salienta a importância de preservar a cultura alemã. Afinal, a presença germânica é forte na região e no Estado, onde as características de seus colonizadores estão enraizadas em tudo.

Há mais de uma década ele se dedica às danças folclóricas | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

Integrante do grupo de dança Sünnros Volkstanzgruppe, do Colégio Evangélico Jaraguá - fundado há mais de 30 anos -, Borchardt costuma viajar para se apresentar em outros municípios da região e até mesmo para outros estados.

Atualmente, o grupo adulto conta com 11 pares. Também há os compostos por crianças que, segundo explica, são muito incentivadas pelos pais. O ex-professor afirma que o estímulo é extremamente importante se os jaraguaenses quiserem preservar sua cultura, tradição e memória. Caso contrário, essa herança trazida pelos antepassados poderá se perder com o tempo.

“Eu gosto muito (de dançar), por isso participo há tanto tempo. É uma coisa que não deveria se perder, porque é a nossa história. O pessoal acaba se desinteressando e os grupos terminam. Para isso não acontecer, a comunidade precisa apoiar”, declara. Ele revela que dos sete grupos que existiam, apenas quatro ainda estão atuantes em Jaraguá do Sul.

Apoio da comunidade

Descendente de alemães, Borchardt acredita que o crescimento do município também faz com que algumas tradições se percam pelo caminho. E, mesmo que essa expansão seja importante e irrefreável, cabe à comunidade não deixar que sua cultura seja extinta.

Para ele, o maior retorno está no aplauso do público, no incentivo das pessoas.

“A cultura alemã não pode se perder. Nosso grupo tem mais de 30 anos, é um dos mais antigos de Jaraguá do Sul. É difícil? É! Mas tem que correr atrás e trabalhar”, explica.

Solteiro, ele diz que, para se divertir na cidade, também costuma sair com amigos para uma volta no shopping ou no Parque Malwee.

O jaraguaense conta que os pais são naturais de Corupá e já residem há quase 40 anos em Jaraguá do Sul. “Minha mãe comentou, mas não sei se é verdade, que no ano que eu nasci foi a primeira vez que o dia do aniversário de Jaraguá foi feriado”, recorda.

Nessa data, uma das lembranças mais marcantes foi a homenagem que os aniversariantes do dia 25 de julho receberam há alguns anos, na Praça Ângelo Piazera.

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